O empresário Paulo Marinho (PSDB-RJ), que trabalha com Flávio Bolsonaro (PL), disse em suas redes sociais que o presidente da República, Jair Bolsonaro, teria solicitado para que Gustavo Bebianno contratasse membros que participaram da rachadinha pelo valor de R$ 20 mil por mês.
Esses funcionários eram fantasmas e deveriam devolver praticamente todo o valor do que recebiam para a família de Jair. As acusações mostram que a ex-mulher do presidente e mãe de Renan, filho número 4, estaria sendo a responsável por toda a organização.
Jacaré é um nome dado ao ex-assessor Waldir Ferraz que é acusado de ter atuado como funcionário fantasma de Bolsonaro e dominou a revista Veja durante as últimas semanas em uma matéria exclusiva que abordava um pouco mais sobre como funcionava o desvio de valores e quais pessoas estavam fazendo parte. O ex-aliado afirmou que Jair é um “vagabundo” e queria que o PSL fizesse a contratação, que foi negada devido ao valor elevado.
Esse não é o primeiro caso em que a família do presidente se envolve e que tem relações com as rachadinhas. Durante o mês de janeiro do ano de 2020, Flávio Bolsonaro teria comprado uma mansão na qual declarou ser de R$ 6 milhões, mais tarde- descobriu-se que ela tinha o real valor de R$ 13 milhões e que o dinheiro usado para pagamento poderia ser proveniente das rachadinhas devido ao fato do mesmo não ter declarado valor tão elevado durante as eleições de 2018. Como argumento, Flávio disse que vendeu um imóvel.
