Nessa segunda (4) o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falou que não manterá os militares que ocupam cargos comissionados, caso seja eleito em 2022. A afirmação aconteceu durante um discurso na CUT, quando ele fazia agenda em São Paulo.
Essa não é a primeira vez que Lula critica a gestão do atual presidente, Jair Bolsonaro, em relação à presença de militar em seu governo. Assim, de acordo com as palavras do ex-presidente, o papel do exército é de proteger o país e não de estar na política.
Nesse sentido, apenas no ano de 2020, Bolsonaro chegou a ter mais de 6.000 militares dentro do seu governo. Esse é o caso do ministro da saúde Eduardo Pazuello. Para se ter uma ideia, em 2018, quando Michel Temer era presidente, eram pouco menos de 3.000.
O fato de Bolsonaro ser um capitão reformado do exército é um dos grandes motivos para esse aumento expressivo de militares atuando como comissionados no seu governo. O que de todo modo não é uma ação positiva no entendimento do líder petista. E que não deve acontecer em sua gestão, caso se torne presidente.
Além de Bolsonaro, Lula volta a criticar também o Congresso Nacional
Durante o seu discurso, Lula voltou a atacar também o atual congresso nacional e a criação do orçamento secreto pelos atuais legisladores. Assim, devido a seus ataques, o presidente do senado, Rodrigo Pacheco, já havia divulgado uma nota onde rebateu as palavras do petista, chamando suas críticas de sem fundamento.
Nessa eleição de 2022, além conseguir chegar ao seu terceiro mandato, Lula deseja também aumentar a legenda do Partido dos Trabalhadores dentro do Congresso. Nos dias atuais, são apenas 7 senadores e 56 deputados petistas, o que é um número bastante reduzido se comparado aos últimos anos.
