Durante a última quarta-feira (23), a soja estava atuando com alta de ao menos 1,3% em Chicago e teve a sua valorização acumulada de ao menos 20% em apenas um ano. Um dos motivos que está fazendo com que o valor fique em seu pico de preço é sobre a invasão da Rússia na Ucrânia.
O estouro dos conflitos, que aconteceram durante o dia 24 de fevereiro, fez com que o preço da commodity tivesse um pico e, como consequência, houvesse uma maior valorização tanto dos grãos quanto do petróleo. O Brasil é um dos maiores exportadores de grãos e petróleo do mundo.
A questão é que o aumento de preços também pode trazer impactos em escala global, como é o caso da inflação. E, com o dólar mais alto e valorizado que o real, os agricultores tendem a exportar para fora do que fazer a prática de venda interna.
Deste modo, elas recebem em dólar, ganham mais e o preço aumenta para o brasileiro visto que há uma diminuição expressiva do valor de estoque já que uma parte haveria de ter sido vendida. Algo semelhante aconteceu com o arroz no ano de 2020 visto que o dólar teve o seu pico na época e, deste modo, preferiram vender para o exterior, fazendo com que os estoques tivessem queda e o preço chegasse a R$ 40 por saco de 5 kg. Os agricultores tiveram grandes retornos na época com esse tipo de prática.
Para se ter uma ideia, no dia 11 de março, entrou em vigor o aumento da Petrobrás para acompanhar o mercado externo que ocasionou em uma variação de 18,4% sobre o valor da gasolina e de 24,9% no diesel. As ações da estatal estão em um dos seus maiores picos devido ao fato de que os investidores acreditam que o conflito está longe de acabar e, assim sendo, poderiam lucrar com dividendos denso recordes até o ano de 2024.
A soja para o mês de maio está sendo cotada a cerca de US$ 0,22 e US$ 17 sobre o preço do bushel. Essa está sendo a máxima do contrato desde o dia 24 de fevereiro. O trigo e outros grãos também estão enfrentando valores máximos de cotação.
