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Endividamento das famílias brasileiras bate recorde em abril

O endividamento das famílias atingiu os maiores valores em um período de 12 anos; em abril de 2021 as famílias com dívidas somavam 67,5%.

Por Renata Nicolli

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O endividamento das famílias brasileiras atingiu os maiores valores em um período de 12 anos, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).A confederação leva em consideração as dívidas e contas em atraso.

De acordo com o levantamento divulgado pela Agência Brasil, o percentual de endividados chegou a 77,7% no mês de abril, sendo considerado o maior nível desde o início da  Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (Peic), da CNC, iniciada em janeiro de 2010.

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No mesmo período em 2021, as famílias com dívidas somavam 67,5%.

Cartão de crédito é o principal motivo do endividamento das famílias

Além disso, o levantamento mostrou que o maior vilão do endividamento é o cartão de crédito. Entre os endividados, 88,8% alegam ter muitas contas a pagar no cartão.

Destaques sobre *** por e-mail

Izis Ferreira, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, explica que a inflação está mais alta e persistente, e consequentemente por isso tem afetado bastante as famílias brasileiras.

Os juros altos também impactam negativamente no orçamento e, com menos espaço para consumir ou para manter o seu nível de consumo, as pessoas estão recorrendo ao crédito”, explica.

Inadimplentes e o tempo de comprometimento com as dívidas

O percentual de inadimplentes, ou seja, de pessoas que não pagaram suas respectivas dívidas, chegou a 28,6%. Este é o segundo maior número da pesquisa, perdendo apenas da taxa de 29,1% de janeiro de 2010.

Em março de 2022, a parcela era de 27,8%, mas em abril do ano anterior o índice marcava 24,2%. 

O número de famílias que possivelmente não terão como pagar suas dívidas marcou 10,9% em abril deste ano. A porcentagem ficou acima dos 10,8% de março, e dos 10,4% do mesmo período em 2021.

Conforme a pesquisa, essa também é a taxa mais alta desde julho de 2021, quando o número era de 10,9%.

Por fim, o tempo de comprometimento com as dívidas ficou em 7,1 meses, abaixo dos 7,2 meses de março. No entanto, o número é acima dos 6,8 meses do mesmo período em 2021.

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