Um avião vazio da Delta Air Lines de Nova York voou sem nenhum passageiro a bordo nesta semana. E o motivo? resgatar cerca de mil malas de passageiros deixadas em Londres, no Reino Unido, após o colapso do serviço de bagagens e a falta de funcionários tomar conta do aeroporto de Heathrow.
De acordo com o New York Times, a Delta decidiu enviar um Airbus A330-200 para entregar as mil malas em Detroit, no estado de Ohio, nos Estados Unidos (EUA), e de lá encaminhar as bagagens aos respectivos clientes.
Para a companhia, a medida para resolver o problema das bagagens foi criativa e extrema.
Segundo um comunicado da Delta, tudo aconteceu após um voo regular ser cancelado devido às restrições de volume de passageiros no aeroporto de Heathrow.
“As equipes da companhia trabalharam em uma solução criativa para mover as malas despachadas atrasadas de Londres-Heathrow em 11 de julho, depois que um voo regular teve que ser cancelado”, explicou o comunicado.
Avião vazio da Delta é fretado apenas para repatriar malas
Segundo Ed Bastian, CEO da companhia, um avião da Delta foi fretado apenas para repatriar as malas dos clientes, e assim restabelecer a confiança e o atendimento prestado pela empresa.
“Quero agradecer aos nossos clientes por sua paciência e compreensão enquanto restauramos a confiabilidade que você espera da Delta”, disse o Ed Bastian durante uma ligação com investidores na quarta-feira (13).
Nesta segunda-feira (11), o aeroporto Heathrow cancelou 61 voos, e ainda alertou que novos cancelamentos podem acontecer durante todo o verão, principalmente pela falta de funcionários e a alta de demanda após o arrefecimento da pandemia causada pelo coronavírus.
Ao todo, os cancelamentos afetaram voos da British Airways, Virgin e Air France, em uma média de 1.100 voos.
Caos generalizado
Apesar do aeroporto de Londres enfrentar um verdadeiro caos, ele não é o único.
Aeroportos por toda a Europa e Estados Unidos vem registrando atrasos, cancelamentos e diversos outros tipos de transtornos para passageiros do mundo todo. Muitos, inclusive, aguardam dias até o embarque.
Os motivos variam entre greves entre os trabalhadores, a falta de funcionários, a alta demanda após o afrouxamento das restrições causadas pela pandemia do coronavírus, e claro, a alta temporada do verão Europeu e norte-americano.
