Cássia Kis não é mais uma pessoa benquista por muitos colegas de profissão desde que fez declarações homofóbicas e passou a participar de protestos antimocráticos após as eleições deste ano. Prova disso, é que, segundo a revista Veja, ela acabou ganhando um apelido nada amável nos bastidores da novela ‘A Travessia’, da Rede Globo.
Conforme a publicação da ‘Veja’, os colegas apelidaram Cássia Kis de “pastora louca”, embora ela seja católica. A alcunha faz referência a um meme, que se popularizou nos anos 2000, de uma criança de 7 anos que ‘pregrava’ de forma enérgica durante cultos evangélicos.
Por outro lado, a revista aponta que alguns preferem se referir a atriz veterana como “Perpétua”, a icônica personagem de Jorge Amado no livro ‘Tieta’. Irmã da protagonista, Perpétua é uma mulher amarga, infeliz e que passa a vida fazendo maldades.
A polêmica em torno da artista de 64 anos começou depois que ela concedeu uma entrevista à Leda Nagle e fez inúmeras falas preconceituosas e homofóbicas durante o bate-papo.
Pouco tempo depois, vieram à tona histórias de que Cássia Kis estaria incomodando colegas de elenco e funcionários da Globo com um posicionamento radical quanto às eleições brasileiras.
De acordo com o site Notícias da TV, pelo menos 15 pessoas – entre atores, diretores, produtores e roteiristas – registraram queixas na emissora contra a atriz por falas homofóbicas e inadequadas nos bastidores do folhetim.
Segundo a denúncia, a atriz chegou a pedir para uma camareira orar para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não ser eleito, costumava compartilhar notícias falsas nos grupos de WhatsApp de trabalho e falar sobre o pavor do Brasil se tornar comunista.
O constrangimento passou a ser ainda maior, após Cássia Kis começar a pedir o boicote de jornalistas consagrados da emissora como William Bonner, Natuza Nery, Andréia Sadi e Flavia Oliveira.
Por isso, além dos colegas que trabalham diretamente com a atriz na novela de Gloria Perez, cerca de cinco jornalistas da Globo também teriam feito reclamações formais contra a artista. O motivo: homofobia e ataques de Cássia Kis à imprensa pelo WhatsApp.
Em entrevista ao jornalista Lucas Pasin, do Splash UOL, a atriz Ana Lúcia Torres, de 77 anos, falou sobre o mal-estar causado pela colega.
“NÃO É AGRADÁVEL PARA MIM. NÃO VOU DIZER EM NOME DOS OUTROS DO ELENCO, MAS ESSAS FALAS HOMOFÓBICAS, AS MANIFESTAÇÕES, NÃO FAZEM O MEU GÊNERO”, DISSE ANA LÚCIA na ocasião.
