Durante essa última quarta-feira (26), o preço do barril de petróleo chegou a US$ 90 (quase R$ 500) devido à alta demanda associada ao baixo fornecimento. Em suma, esse é um dos maiores preços desde os últimos oito anos e a alta acumulada durante as últimas 52 semanas supera a marca de 52%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate) havia aumentado de preço em mais de 2% em apenas um dia, a mesma porcentagem é equivalente ao Brent.
O aumento de preço no valor do barril pode impactar diretamente no bolso do consumidor brasileiro. Isso acontece porque a Petrobras adotou uma nova política durante o governo do Temer e que dura até os dias atuais, que permite elevar os preços de acordo com as alterações do mercado. O que acaba sendo positivo para os investidores que lucram mais nos dividendos e negativo para os brasileiros que pagam a mais pelo litro.
Mas, o que o petróleo tem a ver com o conflito da Rússia com EUA?
Os Estados Unidos afirmou para a União Europeia que pode ser um dos fornecedores de gás natural e de petróleo em caso de decisão de Moscou, capital da Rússia, em invadir a Ucrânia. Devido a isso, o governo de Biden estaria lucrando sobre a possibilidade de invasão ao dominar um mercado ainda maior que já estava na mão dos russos devido aos preços mais em conta. Os rumores da Otan é que de ao menos 100 mil soldados russos estejam nas fronteiras com a Ucrânia e podem invadir a qualquer momento.
