O beijo de Kelvin e Ramiro, de ‘Terra e Paixão’, não foi técnico, segundo Diego Martins, intérprete do ex-garçom. O ator de 26 anos falou sobre o assunto em entrevista ao jornal ‘Extra’.
Segundo Diego, ele e Amaury Lorenzo se beijaram de verdade devido a uma escolha “completamente artística”. O artista explicou ainda que os atores não ensaiaram a cena que foi ao ar no dia 12 de dezembro. “O beijo foi de primeira, uma vez só”, contou Diego.
Na mesma entrevista, Diego também falou sobre o quanto a cena era esperada e que houve uma comemoração digna de Copa do Mundo após a gravação. “Foi uma comoção, todo mundo gritava, batia palma”, revelou.
Um dia após o beijo de Kelvin e Ramiro ser exibido na novela das nove, Diego já havia falado sobre a importância da cena em um mundo machista e preconceituoso. Na ocasião, o ator usou as redes sociais para fazer uma desabafo e comemorar.
“Esse momento foi TÃO esperado pelo Brasil inteiro, sabe? Mas, ninguém mais esperou tanto esse momento quanto o Kevinho esperou. Kelvin quer amar e ser amado, como qualquer um”, escreveu o ator, que também é gay na vida real.
“KELVIN QUER CASAR, QUER TER FILHOS, KELVIN QUER SER FAMÍLIA. EU NÃO SOU O KELVIN, MAS EU SOU UM KELVIN, E QUANTOS KELVINS EXISTEM POR AÍ? QUANTOS? QUANTOS KELVINS NÃO APANHAM NA RUA POR SEREM QUEM SÃO? QUANTOS NÃO SÃO EXPULSOS DE SUAS CASAS, NÃO SÃO RESPEITADOS? QUANTOS NÃO VIVEM COM MEDO? QUANTOS NÃO MORREM?”.
“Eu perdi as contas de quantos olhares pejorativos e ruins eu recebi ao longo da minha vida, simplesmente por ser um homem gay. E hoje, graças ao Kelvin, eu tô recebendo os olhares do Brasil inteiro”, completou.
Em outubro deste ano, após muita especulação quanto a sua orientação sexual, Amaury Lorenzo, de 39 anos, se pronunciou publicamente sobre o assunto. O ator deixou claro que se considera como um indivíduo livre para ser o que quiser e com quem quiser.
“Eu me considero um homem LGBTQIA+. Pode ser que daqui a pouco eu me case com outro homem, cis ou trans, com uma mulher, cis ou trans”, disse.
Ele também fez questão de ressaltar a importância da luta contra o preconceito:
“É claro que me sinto [parte da comunidade]! Sou professor de teatro e tive três alunos assassinados por serem LGBTQIA+. Um foi morto pelo pai. Acolhi um amigo em casa que foi espancado por estar ficando com outro homem na rua. Já recebi ex-alunos expulsos por pais evangélicos, por serem gays.
