Após Key Alves revelar durante o BBB 23, da Rede Globo, que viu o campeão de jiu-jítsu Leandro Lo ser assassinado dentro de uma balada em São Paulo, em agosto de 2022, o advogado de defesa do réu pediu à Justiça que a sister preste depoimento.
O policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo atirou na cabeça de Leandro durante um show no Clube Sírio, na Zona Sul da cidade. Ele está detido no presídio militar Romão Gomes.
“Considerando as graves e inéditas afirmações trazidas pela participante KEY ALVES, requer seja a mesma intimada – com urgência – para ser ouvida na condição de testemunha nos presentes autos”, diz a petição assinada pelo advogado do PM, Claudio Dalledone Jr.
A conversa na qual Key Alves contou que foi testemunha do crime ocorreu no último sábado (4), no BBB 23. Na ocasião, ela batia um papo com o lutador de MMM Cara de Sapato, que era amigo da vítima, sobre a morte de Leandro Lo e disparou: “Foi na minha frente, eu vi tudo”.
Veja o momento:
— . (@midiatk) February 4, 2023
Depois que a participante do Big Brother Brasil 23 afirmou ter visto Leandro Lo ser baleado, amigos e familiares do lutador usaram as redes sociais para pedir que a sister preste depoimento.
Ao G1, a assessoria de Key Alves afirmou que na noite do crime ela estava com um amigo e que percebeu apenas o momento do disparo, ou seja, não viu a briga entre os dois.
“Ela saiu correndo. Não tem envolvimento com Leandro e nem policial. Ela não viu policial atirando. Não viu o porquê da briga, se foi legítima defesa, se o policial sacou a arma, se o Leandro teve culpa. Ela comentou com o Sapato que viu como todo mundo”, afirmou a assessoria.
O policial militar foi denunciado, pelo Ministério Público (MP), por homicídio triplamente qualificado no dia 30 de agosto. Na época, a Justiça aceitou a acusação e decretou que a prisão temporária de Henrique Otavio fosse convertida em preventiva.
Após atirar contra o lutador Leandro Lo, o réu fugiu do local e foi para uma boate a cerca de dois quilômetros do local do crime. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele chegou no estabelecimento e saiu, quase duas horas depois, com uma garota de programa com quem foi para um motel.
Amigos de Leandro afirmaram que o policial e o lutador já haviam se desentendido outras vezes antes da briga que acabou com a vítima baleada.
