A ex-bbb Fabi Pacheco, de 40 anos, revelou em entrevista à Quem que seu cachê era menor antes de emagrecer 30 quilos. Segundo ela, os valores de campanhas publicitárias e presença VIP eram muito menores pra ela, o que é sem dúvidas um caso legítimo de gordofobia.
“Isso não era para gerar tanto interesse, já que estou com uma variação de peso muito pequena de cinco anos para cá. A situação que me marcou mais foi por parte profissional mesmo. Logo no início, passei por uma desvalorização do cachê”, explicou a ex-sister.
Ex-BBB relata gordofobia e afirma que seu cachê era menor antes de emagrecer
Ainda segundo Fani, as pessoas insistiam em oferecer os cachês menores logo após o seu ganho de peso, o que na época a deixou extremamente triste.
“Ficava indignada. Isso é gordofobia. De cinco anos para cá, as coisas evoluíram um pouco”, ressaltou.
Apesar da descriminação em relação ao seu ‘valor de trabalho’, a influenciadora explica que não sofreu ataques diretos sobre a sua aparência.
“Não sentia preconceito no dia a dia. Mas comecei a viver uma realidade que eu não sabia que existia. Quando eu ia comprar uma roupa, as lojas que eu gostava não tinham mais peças na minha numeração e eu tive que procurar em outros lugares.
Hoje em dia, acho que, cada vez mais, as marcas estão ampliando a moda plus size. Tinha uma certa dificuldade há cinco anos”, ponderou ela.
Durante os cinco anos de ganho de peso, a ex-bbb contou na entrevista que demorou para assumir o seu peso, pois no início não se sentia confortável e sofria com muita compulsão alimentar.
Neste período, a influenciadora relembrou que fazia de tudo para não ter que aparecer publicamente.
“Mas fiz uma matéria comemorativa para o ‘BBB’, com 15 kg a mais, vestida de uma forma tentando disfarçar meu corpo mesmo. Aí perceberam. Não tinha como esconder. Foi quando vi que tinha que lidar com aquilo e aceitar. Já que eu estava naquela situação e não sabia quando iria emagrecer, aderi à moda plus size”, destacou.
O emagrecimento
Quando resolveu emagrecer, Fani conta que foi duramente criticada por outras pessoas gordas, principalmente porque ela fazia campanhas publicitárias voltadas a este público.
“Mas fazendo Medicina fiquei preocupada com as doenças que eu tinha pré-disposição para ter, como diabetes. Ao mesmo tempo, teve uma mudança muito rápida na minha rotina com a faculdade, de muito estudo e emagreci mais rápido do que imaginava.
Tinha contrato de um ano plus size, mas perdi porque em seis meses já estava magra. As pessoas não gostaram que emagreci porque levantei uma bandeira. E, realmente, aproveitei, sim. Tinha que trabalhar da maneira que eu estava naquele momento”, justificou
Por fim, Fani alegou que a mudança de estilo de vida, com atividades saudáveis, mudou o seu desempenho sexual.
“Eu estava me sentindo atraente e me lembro que minha vida sexual ficou até mais ativa. Realmente, o emocional é tudo. Se você se empodera de si, se sentirá bem gorda ou magra. Se você com o emocional abalado, não se sentir bem, não adianta. Essa história de que a beleza vem de dentro para fora não é clichê”, concluiu a ex-sister.
