O ex-BBB Dicésar Ferreira, que participou da edição número 10, relembrou em entrevista ao podcast ‘Não é Nada Pessoal’, de Gabriel Perline e Arthur Pires, à época em que precisou comer restos da comida da apresentadora Angélica. A situação aconteceu na década de 1990, quando ele trabalhou como maquiador da artista no SBT.
“Eu almoçava quando ela almoçava. E o que sobrava do almoço da Angélica, eu comia. Durante muito tempo foi assim”, revelou ele, que enfatizou que nunca disse sobre a sua situação financeira para a apresentadora.
Dicésar fala sobre restos comida de apresentadora e afirma: ‘As pessoas achavam que eu estava rico’
Ainda segundo ele, as pessoas achavam que ele estava rico pelo simples fato de ser maquiador de Angélica.
“Ela não sabia, porque ela mandava jogar o almoço dela fora e a gente comia o que sobrava. A gente não tinha dinheiro para comer. E as pessoas achavam que eu estava rico, porque eu era maquiador da Angélica. (…) Nunca contei para Angélica, ela está sabendo disso agora. Comer sobra do prato do artista… A gente passava por muita coisa”, desabafou.
Ainda durante a entrevista o maquiador contou sobre a homofobia que sofreu durante a sua adolescência em Londrina, no Paraná, e disse que chegou a largar a escola após apanhar diversas vezes de colegas de classe.
“Eu enfrentei a homofobia a vida inteira. Por ser mais delicado, por ser o artista da família. Sempre fui o viadinho da família, a bichinha da família. Estudei no seminário e lá eu andava com os excluídos. Tive que parar o ginásio.
Eu repeti duas vezes a quinta série, parei de estudar, porque eu apanhava todos os dias na escola. Eu ia para o colégio, ficava do lado de fora, quando dava a hora de ir embora, eu ia embora com a mochila”, contou.
Durante sua vida, Dicésar enfatizou que nada nunca caiu do céu, e além da homofobia na escola também apanhava na rua ‘só por ser gay’.
“Sempre me identifiquei com o meio gay, nunca foi uma dúvida, nunca precisei falar”, completou.
Em relação à família, o ex-BBB disse que sempre contou com o apoio da mãe, pois ela sempre teve a ‘mente mais aberta’, e que aos 18 anos decidiu se mudar para São Paulo, pois o interior do Paraná ‘se tornou pequeno’ para a realização dos seus sonhos.
Na capital paulista, Dicésar construiu uma carreira sólida como maquiador, e se tornou drag queen na noite da cidade, sendo inclusive um dos pioneiros da arte drag no Brasil com ‘Dimmy Kieer’.
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