Em entrevista ao podcast ‘Desculpa Alguma Coisa’, Priscila Fantin, de 40 anos, relembrou o período em que foi embora do Brasil e trabalhou como garçonete em Paris para fugir da fama. Com depressão, ela acreditou que longe dos holofotes conseguiria encontrar sua paz, mas não foi o que aconteceu.
A atriz contou que os primeiros sinais de algo estava errado com sua saúde mental foram crises de pânico, enquanto ela emendava a gravação de uma novela na outra, sem descanso.
“Comecei a ter pânico, mania de perseguição, não conseguia pegar elevador, tinha medo do mundo. Estava achando tudo estranho e falei: ‘Vou sair de onde me conhecem pra ver se é isso mesmo. Se a fama, as pessoas, estão nesse lugar de me oprimir dessa forma‘”.
No bate-papo, exibido na quarta-feira (24), Priscila revelou que ficou na capital francesa por três meses e então percebeu que não bastava mudar de país para melhorar. Na sequência, ela retornou e iniciou um tratamento para a doença.
“Estava muito pessimista com a vida, tentando entender tudo. Por que estamos aqui nesse mundo? Qual a função de cada um? Eu tinha esses questionamentos. Falando com minha mãe um dia, decidi voltar”, explicou Priscila.
“Voltei com uma consulta marcada com uma psiquiatra indicada pela Globo. Fui diagnosticada com depressão avançada. Eu quis ficar reclusa por um mês para melhorar, mas ainda tinha entregas de trabalho para fazer, presença e tudo o mais. Nem nesse momento, de fato eu consegui ter um momento comigo que era necessário”, desabafou.
Segundo Priscila Fantin, quando largou tudo para se tornar garçonete em Paris tinha apenas 28 anos e a experiência serviu para começar a respeitar os seus limites, como, por exemplo, diminuir a carga de trabalho. “Eu sei que preciso ter uma balança. Eu não posso viver mais aquilo do que a minha própria vida”, pontuou a artista.
Assista a entrevista completa:
