A partir desta segunda-feira (4), o Banco Central da Argentina vai proibir o parcelamento de compras realizadas no exterior com o objetivo de conter a saída de dólares do país, além de mitigar a desvalorização do peso argentino.
Em um comunicado oficial, o Banco Central informou que as operadoras de cartão de crédito e provedoras de serviços financeiros deverão autorizar as compras fora da Argentina apenas de forma à vista.
Argentina e o parcelamento de compras no exterior deve ajudar a conter dificuldades econômicas
Para as autoridades do país, essa medida pode ajudar a conter o consumo estrangeiro, pois a Argentina vem enfrentando uma série de dificuldades econômicas, uma vez que o dólar avançou mais de 20% em relação ao peso argentino.
Além disso, o país precisa manter um volume de reservas em dólar por conta do acordo de renegociação da dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Anteriormente, a reserva já estava ameaçada por conta de gastos em excesso com a moeda.
No dia 25 de março, a Argentina tinha US$ 43,3 bilhões em reservas internacionais. No entanto, apenas três meses depois, no dia 24 de junho, o país tinha apenas US$ 38,0 bilhões.
Ainda de acordo com o Banco Central da Argentina, os argentinos podem continuar comprando em sites estrangeiros, mas devem pagar os produtos 100% no ato da compra, ou então pagar uma taxa mínima baseada em porcentagem fixada pelo governo.
“Você pode continuar comprando e pagando com cartão em lojas estrangeiras, sem alterações. O que é desencorajado é a oferta feita por algumas entidades financeiras para financiar um produto em dólares com prestações em pesos”, disse o BanCO CENTRAL.
Compra de passagens aéreas e hotelaria também não devem ser parceladas
Também foi proibido o parcelamento de passagens aéreas e serviços de hotelaria, pois conforme fontes oficiais, o objetivo principal é não subsidiar quem saí do país, uma vez que o Governo entende que quem pode ir ao exterior não precisa desses benefícios.
Por fim, apesar das novas restrições terem gerado fortes impasses e reclamações, a medida é capaz de permitir que o Banco Central se torne praticamente o único comprador no mercado de câmbio capaz de acumular reservas, e dessa maneira cumprir a renegociação da dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
