O governo federal, que vem sendo administrado por Jair Bolsonaro, vem tentando segurar os preços dos combustíveis na Petrobras após o pico que foi causado pelos conflitos da Rússia contra Ucrânia que desencadeou em um preço que chegou a US$ 118 por barril, uma das maiores altas desde o ano de 2014.
Durante a live semanal que foi feita pelo presidente durante a última semana, ele afirmou que era importante que a estatal deixasse de priorizar sempre o lucro ao seguir o mercado externo e realmente tentasse auxiliar os consumidores no seu país.
Desde o governo de Temer, a estatal conta com a permissão perante a lei para variar de acordo com o mercado externo. E isso traz impactos profundos para o bolso do consumidor durante uma alta do dólar que está sendo cotado a mais de R$ 5.
Os ataques dos russos na Ucrânia começaram durante o dia 24 de fevereiro quando Putin afirmou que qualquer outro país que tentasse interferir poderia ser penalizado da mesma forma: os Estados Unidos afirmou que não poderia intervir devido ao acordo e que os ucranianos não faziam parte da Otan.
De acordo com dados que foram compartilhados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) durante a última quarta-feira (02), a tentativa do governo federal em manter os preços estáveis vem causando uma defasagem acima de 25%, uma das maiores desde a última década.
As ações da Petrobras, após promessas de dividendos recordes, valorizaram em mais de 98% com seu acumulado durante as últimas 52 semanas.
