Na última quarta-feira (02), o Banco Central se reuniu para determinar qual seria a nova taxa Selic do mercado brasileiro, também chamada como a taxa de juros básica. Em suma, foi determinado pela COPOM que deveria sair de 9,25% ao ano para os dois dígitos, chegando a cerca de 10,75%. Deste modo, os empréstimos e financiamentos devem ficar ainda mais caros – mas, de acordo com os economistas, essa é uma atitude mais que necessária para controlar as taxas de inflação no país que chegam a cerca de 10,06% ao ano.
Um levantamento que foi feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e publicado no Agência Brasil mostra que houve um aumento de 24,6% entre janeiro e outubro na quantidade de imóveis novos que estavam sendo construídos no país. Isso acontece em um momento de desemprego e aumento da taxa de juros, que deixa tudo ainda mais caro quando se está relacionado ao financiamento – que é a alternativa de maior parte dos brasileiros que estão sonhando em ter a casa própria.
João Luiz, residente de Brusque em Santa Catarina, afirma que a construção civil está muito mais cara que há 4 anos atrás e que está se tornando quase inviável uma pessoa de baixa renda ou classe média ter acesso a uma: “Somente uma barra de ferro saiu de R$ 10 para R$ 50. E são dezenas e dezenas de barras. O mesmo vale para o cimento e até mesmo para a mão de obra de um pedreiro. Gasta-se cerca de 500% a mais ou porcentagens muito maiores!”
