O gás de cozinha atingiu o maior preço do século, comprometendo inclusive cerca de 9,4% do salário mínimo dos brasileiros.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do botijão de gás bateu recorde em abril, quando atingiu a maior média mensal real.
Com todo esse aumento, houve uma crescente significativa do uso de lenha pelas famílias brasileiras.
Quanto custo o gás de cozinha no Brasil?
O botijão de gás é vendido no Brasil a uma média de R$ 113,48, ou seja, 9,4% do salário mínimo brasileiro.
De acordo com a ANP, esse é o patamar mais elevado desde março de 2007, quando o gás custava R$ 33,06 e o salário mínimo era de R$ 350.
Além disso, segundo o levantamento do Observatório Social da Petrobras (OSP), em março deste ano o gás de cozinha já havia atingido o maior preço médio real, quando estava sendo comercializado a R$ 109,31.
No entanto, o último recorde foi registrado em novembro de 2021, quando o valor do produto bateu R$ 106,50.
Com o aumento absurdo do item básico, famílias estão cada vez mais procurando outros recursos substituíveis para o gás, como por exemplo o uso de lenha.
Em entrevista ao portal R7, o economista Eric Gil Dantas, do OSP e do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), disse que dados do Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revelam que as pessoas consumiam mais gás do que lenha entre 2013 e 2016, mas tudo mudou a partir de 2017.
“A lenha voltou a ser mais utilizada do que o gás de cozinha nas residências do país. E, em 2020, esse consumo já era 7% maior do que o de GLP”, concluiu Dantas.
Por fim, um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos da Federação Única dos Petroleiros mostrou que o salário mínimo atual – de R$ 1212 – apenas é capaz de comprar onze botijões de gás de 13kg.
Em 2012 o salário era ainda menor, mas comprava 16 itens.
