Durante essa segunda-feira (14), a Argentina declarou que estaria parando de exportar o óleo de soja e o farelo em escala internacional. O país está entre os maiores fabricantes do setor, mas acabou sendo prejudicado durante o ano de 2021 devido a falta de chuvas, que também abalou a região Sul do Brasil: ao menos 399 cidades do Rio Grande do Sul decretaram estado de emergência. Uma das causas da seca é sobre o fenômeno de La Nina, que também causou cheias na região Norte e Nordeste.
A decisão pode fazer com que o valor do litro de óleo de soja ou de farelo voltem a disparar. O que acontece é que cidades como Brusque, em Santa Catarina, uma embalagem mais simples com apenas 200 ml já estava por volta de R$ 8.
As médias de exportação do país ficaram na faixa de 1,5 milhões de toneladas em relação ao farelo, sendo uma faixa de 300 mil toneladas para o óleo de soja, que é usado em escala internacional por redes de fast food e criação de receitas das mais diversas culturas. Os dados que mostram mais sobre os números argentinos foram liberados para agência da Nabsa. Também é estimado que o país esteja ocupando ao menos 48% de todas as exportações que estejam relacionadas à soja, competindo lado a lado com a economia brasileira.
Para o ano de 2022 e com parte da safra prevista para 2023, estima-se que ao menos 5 milhões de toneladas devem ser produzidas.
