De acordo com o Sinal (Sindicado Nacional dos Funcionários do Banco Central) a greve deverá voltar a retomada a partir do dia 3 de maio. Quem argumenta é o próprio presidente, Roberto Campos Neto, alegando que os acordos realizados não se cumpriram até o momento.
Sendo assim, depois do anúncio realizado na última sexta-feira (29), a greve dos servidores deverá voltar. Com data para começar na próxima terça (3), a decisão está aprovada e aconteceu em uma Assembleia dos membros da categoria, que tomaram a decisão de retomar a paralisação.
De acordo com o Sinal, um dos principais motivos para isso voltar a acontecer se dá devido aos descumprimentos dos acordos que foram realizados. Segundo Roberto Campos Neto, os funcionários aceitaram acordos que não foram cumpridos durante o mês de abril.
De acordo com o presidente, a reunião aconteceu entre o Ministro da Casa Civil Ciro Nogueira, e os representantes responsáveis pelo sindicato.
Motivos da paralisação para nova proposta
De acordo com a própria organização do Banco Central, os motivos para a paralização se dão devido a não apresentação de uma nova proposta. Levando em consideração a alternativa dos 5% que não foi aceita como proposta da demanda não salarial exigida pelos servidores.
Em resumo, uma proposta dos servidores foi de que a greve duraria 19 dias até que houvesse um reajuste de salário maior que os 5% que o governo federal havia proposto. Como a reivindicação estava bem sucedida, porém não cumprida, agora os grevistas desejam um novo reajuste de 26,3%.
O intuito do aumento é para reestruturar a carreira, incluindo alguns cargos elevados como analista, dentre outros que exigem ensino superior para passar em concursos de nível técnico. Contudo, até o momento ainda não obtiveram resposta sobre a nova paralisação e nem se o reajuste vai se cumprir.
Servidores afirmam que greve terá tempo indeterminado
Os sindicalistas alegaram os motivos pela greve voltar e também reafirmaram que o um dos motivos se trata do não cumprimento das medidas que já estavam acordadas. Como a greve tem data para começar mas não para terminar dessa vez, vai precisar aguardar para ver o que as discussões poderão decidir nos próximos passos.
Até o momento, a proposta oferecida aos servidores era de um aumento de 5% no valor do salário, algo que não agradou os trabalhadores. Sendo assim, a nova greve tem o intuito de tentar aumentar o percentual do reajuste, para algo acima dos 20%. Com isso, a paralisação não tem data para acabar.
No último dia 19 de abril, quando a primeira greve se encerrou, o sindicado alegou que a paralisação de duas semanas tinha esse intuito e que já estava em negociação. Contudo, o recuo seria temporário, como uma forma de dar um voto de confiança para que as mudanças realmente acontecem, o que não ocorreu.
Até o momento, a suspensão do serviço de 19 dias, interrompeu as atividades do Banco Central. Contudo, a equipe de Jair Bolsonaro pediu que uma nova proposta de aumento recalcule o reajuste. Para isso, seria necessário entrar em um acordo com o plano de reajuste linear e próximo aos 5% oferecido. Além disso, o presidente alegou que o aumento é desagradável para todo mundo, mas que no momento é o possível a se fazer.
