Os preços do mercado continuam subindo, incluindo as commodities agrícolas e também os combustíveis. Parte dos motivos para isso acontecer é a alta da inflação que também vem interferindo no preço do aluguel.
O mercado imobiliário vem apresentando alta já tem alguns meses, e agora, o IGP-M (Índice geral de Preços – Mercado), mostrou mais uma alta de 1,41% em abril. Mesmo que essa taxa esteja menor que o mês passado de 1,74% em março, só no ano de 2022 o acumulado já totaliza 6,98%.
Em 12 meses, a inflação do IGP-M totaliza 14,66% de abril a abril, e em bora alguns especialistas consideram esse valor abaixo do que se esperava, ainda é algo que custa para os brasileiros que moram de aluguel e precisam renegociar suas mensalidades.
Inflação do aluguel pode ser parâmetro de outros reajustes
O valor do IGP-M acaba sendo termômetro para outros reajustes principalmente no que diz respeito a locação de imóveis. Além disso, existe uma variação de preços que cai direto no bolso do consumidor para outros custos. Matérias primas, atacados, insumos de uma forma geral e até mesmo na construção civil.
Vale ressaltar que algumas commodities agrícolas também vem aumentando de valor devido a alta da inflação que recai sobre o produtor. Essas variações já passaram de 2,07%no mês de março e agora em abril fecharam em 1,45%.
Grãos como milho, soja, café entre outros, já somam o total de 13% do IPa que mesmo estando em queda, ainda ficam no patamar de 7,3%. Esse recuo não contribui para o cenário, mas o ponto percentual diz respeito a taxa do IPA que está em constante variação.
No mesmo período do ano passado, o índice havia subido para 1,51% e no acumulado de um ano, somava 32,02%. Algo muito maior do que vem acontecendo hoje. Mas ainda assim, a inflação do aluguel irá afetar o mercado imobiliário, assim como já vem acontecendo nos últimos anos.
O que mais consome o orçamento no mês
De acordo com a FGV, mesmo que a taxa tenha diminuído do mês passado para cá, os valores não são expressivos. No mês de abril, o brasileiro precisou contar com aumentos alarmantes em outros setores como o de gás e combustíveis.
Boa parte dos aumentos respondem a inflação em pelo menos cerca de 60%, que é medida pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo). Além isso, muitos acontecimentos externos que estão afetando a economia global, influenciam diretamente o preço de alguns setores da economia.
No IPC (Índice de Preços ao Consumidor), as pressões seguem em alta também, como é o caso do aumento do preço do tomate, da cenoura, da gasolina e de viagens aéreas. De acordo com dados coletados, o cenário liga a Selic que deve chegar aos 13,25%, sendo que já está em 11,75%.
No caso do IGP-M e a inflação do aluguel, os valores são calculados também levando em consideração os preços ao produtor, construção civil e consumidor. Normalmente o dia de referência costuma ser entre os dias 21 e 20 de cada mês e leva em consideração três índices, o IPA, IPC e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
