De acordo com a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), houve o emplacamento de apenas 126 mil automóveis no mês de janeiro de 2022. Um número que representa uma queda de quase 40% em relação ao mês anterior. De acordo com o relatório, existem algumas causas que estão fazendo com que o preço dos carros novos fiquem mais caros e, assim sendo, a população não tenha condições financeiras de comprar – ainda mais com a taxa Selic a 10,75% ao ano que deve deixar os empréstimos e financiamentos ainda mais caros.
Outro aspecto que está deixando a produção mais cara é em relação ao desabastecimento que está sendo ocasionado nas empresas devido a variante da Covid-19 e também pelo excesso de chuvas nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. O dólar, que está sendo cotado com alta e pode chegar a até R$ 6 no final do ano de 2022 com os resultados das eleições, também impacta porque algumas peças devem ser importadas do exterior ao Brasil.
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, afirma que os meses de janeiro e fevereiro também não são generosos para o mercado de veículos devido ao fato de que os adultos devem pagar o IPVA, IPTU, matrícula da escola, do curso e até mesmo pelo fato de que o salário de janeiro tem menor porque as pessoas já receberam as suas férias no final do ano.
Em compensação, o número de motos, que estão com preços mais em conta, está previsto para aumentar no ano de 2022.
