O promotor paraguaio Marcelo Pecci, responsável por trabalhar combatendo o crime organizado, foi assassinado a tiros durante a sua lua de mel na ilha turística de Baru, na região de Cartagena, na Colômbia.
O crime aconteceu nesta terça-feira (10), enquanto Pecci estava em uma praia ao lado da esposa, a jornalista Claudia Aguilera.
Promotor paraguaio foi atingido por três disparos
De acordo com as autoridades da Colômbia, Marcelo Pecci e a esposa estavam curtindo a lua de mel em uma praia anexa ao resort onde estavam hospedados, quando homens chegaram em um jet ski e efetuaram disparos.
No local, o promotor foi atingido por pelo menos três tiros, e apesar de ter recebido ajuda de banhistas, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Segundo Claudia Aguilera, o marido não teria recebido ameaças antes do crime, mas o casal foi abordado por dois homens enquanto estavam na praia.
Uma equipe da polícia do Paraguai vai participar das investigações do crime na Colômbia, e autoridades dos Estados Unidos também devem ajudar na investigação.
“Temos informações que estão sendo coletadas em caráter urgente e que são sigilosas para nos ajudar a identificar os responsáveis por este lamentável fato”, afirmou o chefe da polícia nacional da Colômbia, general Jorge Luis Vargas.
Marcelo Pecci e esposa estavam grávidos
Na terça-feira (10) horas antes do crime, a esposa de Marcelo Pecci anunciou nas redes sociais que o casal estava à espera do primeiro filho.
“O melhor presente de casamento é… a vida te aproximando do mais belo testemunho de amor”, escreveu Aguilera nas redes sociais.
Trajetória do promotor
Marcelo Pecci era um promotor paraguaio bastante conhecido por trabalhar em grandes casos de combate ao crime organizado, como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Pecci comandou a investigação sobre o assassinato da filha do governador de Amambay, no Paraguai. O caso do assassinato do jornalista brasileiro Léo Veras, morto com 12 tiros em fevereiro de 2020, também era acompanhado pelo promotor.
Além disso, Marcelo Pecci também participava das investigações do caso contra o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, preso após tentar entrar no Paraguai com passaporte adulterado.
No momento, o seu maior caso de repercussão é a operação “A Ultranza Py”, considerada a maior ação contra a lavagem de dinheiro no Paraguai. O trabalho conta com a cooperação com órgãos dos Estados Unidos, União Europeia e Uruguai.
Por fim, Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai, repudiou o assassinato do promotor e disse:
“O assassinato covarde do promotor Marcelo Pecci na Colômbia entristece toda a nação paraguaia. Condenamos com veemência este trágico acontecimento e redobramos o nosso empenho na luta contra o crime organizado. Nossas sinceras condolências a sua família”.
El cobarde asesinato del fiscal Marcelo Pecci en Colombia enluta a toda la Nación paraguaya.
Condenamos en los términos más enérgicos este trágico hecho y redoblamos nuestro compromiso de lucha contra el crimen organizado.
Nuestras sinceras condolencias a sus familiares.— Marito Abdo (@MaritoAbdo) May 10, 2022
