Reynaldo Gianecchini e Klara Castanho contam uma história delicada na segunda temporada de ‘Bom Dia Veronica’, da Netflix, que estreou nesta quarta-feira (3). A jovem vive a personagem Ângela, que é abusada sexualmente e psicologicamente pelo próprio pai, Matias Carneiro, interpretado pelo ator.
Nesses novos episódios, a protagonista Verônica Torres (Tainá Müller) irá enfrentar o líder espiritual Matias. O homem, que na verdade é um mafioso e comete todo o tipo de crimes, desde corrupção dentro da polícia, tráfico humano, incesto, abuso sexual e estupro.
O personagem de Gianecchini foi inspirado nas histórias reais de diversos líderes espirituais, que assim como Matias, usaram igrejas de fachada para encobrir seus crimes e até mesmo justificar seus atos.
Roteirizada por Raphael Montes e Ilana Casoy, a série ‘Bom Dia Verônica’ foi um sucesso na primeira temporada e promete repetir o êxito.
Gianecchini e Klara Castanho são o destaque da temporada
É em meio a essa trama que Gianecchini e Klara Castanho se destacam. Enquanto o galã, acostumado a interpretar bons moços, encontrou a medida exata para dar vida ao vilão que não tem piedade nem mesmo da filha, a atriz de 22 anos é tão convincente em seu papel que é a estrela dessa temporada.
Na pele de Ângela, Klara Castanho mostra como os abusadores fazem as vítimas acreditarem que tudo que passam é normal. No caso da série, a adolescente que é rejeitada pela mãe, Gisele (Camila Márdila), cria um vínculo doentio com o pai e crê que o assédio do patriarca é algo comum.
Ela só passa a desconfiar que há algo errado depois de ser alertada por Verônica, que vê na jovem uma possível aliada para acabar com os crimes de Matias. Mesmo assim, após ver o pai exposto na mídia, a jovem se afasta da investigadora e volta para sua vida de abusos e submissão.
A situação só muda de verdade quando a melhor amiga de Ângela, Carol (Liza Del Dala), vira uma das vítimas de Matias.
Estupro e gravidez na vida real
Recentemente, em meados de junho, Klara Castanho se viu em meio a uma polêmica depois que jornalistas veicularam que a jovem atriz havia engravidado e dado o bebê para adoção. A história se tornou pública após funcionários do hospital onde ocorreu o parto vazarem as informações sigilosas.
Ao ser alvo de vários julgamentos injustos, a jovem resolveu se pronunciar e contou que a criança era fruto de um estupro que ela sofreu. Conforme a atriz, ela descobriu estar grávida vários meses depois de ter sido violentada e resolveu optar pela adoção amparada pela lei.
“Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias”, disse Klara Castanho em parte da carta aberta.
