Colegas acusam Manoel Soares de desrespeito nos bastidores do programa ‘Encontro’, da Rede Globo, segundo o jornalista Ricardo Feltrin, do portal UOL.
A informação foi veiculada nesta quinta-feira (8) e caiu como uma bomba no meio jornalístico. Já que até o momento, o apresentador era visto apenas como uma vítima de um suposto boicote por parte da titular da atração, Patrícia Poeta. A qual, segundos os críticos, não dá espaço para o parceiro durante o programa.
De acordo com Feltrin, funcionários e um ex-integrante do ‘Encontro’, que concordaram falar com exclusividade e sob anonimato, afirmaram que Manoel Soares costuma ser “deselegante“, “folgado” e “grosso” com colegas. Ainda conforme os relatos, a falta de cortesia é maior quando se tratam de mulheres.
Os colegas que acusam Manoel Soares de desrespeito também disseram que desde que era repórter, quando o programa ainda era apresentado por Fátima Bernardes, o jornalista “cria um clima pesado” nos bastidores. Teria sido esse, inclusive, o motivo de sua transferência para o programa ‘É de Casa’, em 2020.
No entanto, Feltrin não especificou o tipo de comportamento de Soares que incomoda tanto os colegas. Por outro lado, ele falou de duas situações em que o jornalista teve o nome envolvido em 2017, mesmo ano em que foi transferido da afiliada da Globo no Rio Grande do Sul para a matriz.
Na época, Soares foi citado em uma queixa de assédio sexual e em uma de assédio moral. Em uma das ocasiões, ele teria feito uma “referência grosseira” a respeito do órgão genital de uma colega. Ambos os casos foram arquivados.
Em nota, a Rede Globo afirmou que “não comenta queixas dessa natureza”, mas ressaltou que “não tolera comportamentos abusivos em suas equipes e mantém um canal aberto para denúncias de violação às regras”.
Até o momento, Manoel Soares não se manifestou sobre o assunto.
Em uma entrevista recente, concedida ao podcast ‘PodPah’, Manoel Soares falou sobre sua trajetória de vida e contou que chegou a morar na rua e fazer a segurança de travestis para ter o que comer.
Segundo o apresentador, ele e o irmão haviam migrado de Salvador, na Bahia, para a capital gaúcha, Porto Alegre, há cerca de dois anos quando perderam os empregos. Enquanto o irmão preferiu voltar para cidade natal, Soares decidiu permanecer no sul.
“Por volta de 1999. O emprego que a gente recebeu caiu, a gente ficou sem nada. Meu irmão, que tinha ido junto comigo voltou e eu virei morador de rua. Tinha 19 para 20 anos”, disse na ocasião.
Ele continuou explicando que durante alguns meses precisou dormir embaixo de um viaduto:
“Na Zona Norte tinha um viaduto e comecei a dormir ali. Deitava ali umas 11 horas da noite, 5 horas da manhã os caminhões já começavam a roncar, você já levantava e dava uma ajeitada. Fiquei uns quatro meses nessa pele”, lembrou.
