Foi em janeiro do ano de 1952 que o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) teve que comparecer no estado de São Paulo para comemorar o aniversário de 30 anos da semana de arte moderna, que despertou no Brasil o desejo de ter a sua própria cultura, sem que ela sofresse com interferências de outros países, principalmente da Europa.
Quando houveram as exposições, com artes que refletiam na realidade dos brasileiros e que tinham o objetivo de fazer uma crítica ao atual sistema, houveram muitas críticas e manifestações contras. E, há más línguas que falam que as pessoas que visitaram as exposições, principalmente os descendentes de europeus, que houve até mesmo jogação de tomates e ovos. Durante o mês passado, houve a comemoração de 100 anos.
A Semana de Arte Moderna reflete até os dias atuais porque mudou completamente a forma como os brasileiros fazem poesia e até mesmo a literatura – diferente do que muita gente pensa, não envolveu apenas as pinturas. Os artistas, independente do nicho, estavam em busca de críticas para com a nossa sociedade atual, a luta entre os fortes e fracos junto a pobreza que a população estava enfrentando. Era um movimento claro de nacionalismo.
Um dos marcos, mas que não esteve presente durante a Semana de Arte Moderna foi o Vidas Secas de Graciliano Ramos que aborda mais sobre a situação em que os pobres estavam envolvidos, com a seca do sertão e a falta de auxílio do Estado.
