Matheus Pires, participante do reality show No Limite, da TV Globo, foi diagnosticado com varíola dos macacos nesta quarta-feira (6), conforme um comunicado emitido pela sua equipe nas redes sociais.
No momento, Pires está internado, e consequentemente não participou da final do programa No Limite na quinta-feira (7).
“No início da semana, Matheus começou a apresentar alguns sintomas de “Monkeypox” (varíola dos macacos) e prontamente fez o exame. Ontem (06/07) foi confirmada a infecção pela varíola. Com isso, ele precisou ser internado e não vai comparecer à final do programa No Limite, da TV Globo, nesta quinta-feira (07/07) no Rio de Janeiro
Pedimos a todos que mandem energias positivas para que ele se recupere o quanto antes e logo possa estar de volta. Por enquanto ele se encontra estável e, assim que puder, vem aqui explicar tudo para vocês”, explica o comunicado”.
Matheus Pires foi o 12º eliminado do reality
O diretor pedagógico Matheus Pires foi o 12º eliminado do No Limite 2022, e anteriormente chegou a viralizar na internet após contar mentiras a seu respeito para a sua tribo.
.@matheuscampires: "Eu provei, e tem muita gente provando também, que esse jogo é pra quem quiser (…) Hoje vocês eliminaram o Pires e eu quero que, lá fora, vocês conheçam o Matheus" @matheuscampires #NoLimite pic.twitter.com/hHNR0vZnWj
— No Limite (@NoLimite) June 10, 2022
Nas redes sociais, Matheus chegou a falar que era apenas chamado de Pires, e que estava desempregado, além de outras manipulações ‘saudáveis’ para se manter no jogo.
Apesar das mentiras, nas redes sociais o participante era um dos favoritos do público, e rendeu diversos momentos engraçados.
O PIRES MENTINDO KKKKK ELE É MUITO BOM #NoLimite pic.twitter.com/v3ec3IVm5w
— PEDRAO (@Itspedrito) May 18, 2022
O pior que agora nunca sei se Pires está falando a verdade ou mentindo
#nolimite pic.twitter.com/ZzKRTAM5Oj
— EITAA NÁ ? (@eaibbzinho) May 11, 2022
Matheus Pires mentindo, aaaaaaaa lenda #NoLimite
— kai (@kaksmultiverso) May 4, 2022
Mateus Pires mentindo compulsivamente já tem minha torcida #NoLimite
— rj (@Rjmunslinger) May 4, 2022
Pires mentindo que tem um super poder nas mãos KKKKKKK a bicha é mentirosa e estrategista HAHAHAHA #NoLimite
— dani•???♀️ (@tuuitarr) May 13, 2022
Pires mentindo até na comida pra ganhar moral com a tribo kkkkkk #NoLimite
— MattyBala ?? (@MattyBala) May 18, 2022
será se essa história que o pires tá contando é verídica? o divo eh tão bom mentindo q tô até acreditando #NoLimite
— mah (@madrixdista) May 11, 2022
Varíola dos macacos: entenda o que é a doença
Você já ouviu falar em varíola dos macacos? A doença foi descoberta pela primeira vez em 1958, e o primeiro caso em um ser humano foi em 1970, na República Democrática do Congo. Apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos, mas foi identificada pela primeira vez nesses animais.
De acordo com estudiosos, a varíola dos macacos é causada pelo vírus da varíola símia, que está estruturalmente relacionado com o vírus da varíola. Entretanto, essa variação é geralmente mais leve.
Os sintomas da doença começam a surgir entre 1 a 3 dias após a contaminação, e os principais sintomas são:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares;
- Dor nas costas;
- Calafrios;
- Cansaço;
- Glânglios inchados;
- Erupções cutâneas.
Transmissão
A transmissão da doença entre humanos se dá por meio do contato direto com secreções respiratórios, lesões na pele, fluidos corporais, além do contato com superfícies ou objetos contaminados.
Segundo Fabiano dos Anjos Martins, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), o vírus entra no organismo por meio do contato com as lesões.
“Independentemente do tipo de lesão, pois todas as formas são potencialmente transmissíveis”, ressalta.
Veja abaixo todas as possíveis formas de transmissão da varíola dos macacos:
- Por contato com o vírus com um animal, pessoa ou materiais infectados – mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou uso de produtos feitos de animais infectados;
- De pessoa para pessoa através do contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada e durante o contato íntimo;
- Materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
- Da mãe para o feto através da placenta;
- Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
- Pela saliva.
Prevenção
Para se proteger, as autoridades de saúde recomendam o uso de máscaras, distanciamento e a higienização das mãos, protocolo muito parecido ao indicado para conter a covid-19.
No entanto, em caso de diagnóstico é importante que os pacientes fiquem em isolamento em um local com boa ventilação natural, e que todas as pessoas que tiverem contato com ele usem máscara de proteção cirúrgica protegendo a boca e o nariz.
Indivíduos contaminados devem higienizar as mãos constantemente, e não devem compartilhar alimentos, talheres, pratos, copos ou roupas de cama.
Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar entre o terceiro e quarto trimestre de 2022
Em entrevista à jornalista Larissa Alvarenga, do Metrópoles, Arnaldo Medeiros disse que a expectativa é que as doses da vacina cheguem ao Brasil entre o terceiro e o quarto trimestre de 2022, mais provavelmente a partir de agosto.
Entretanto, Medeiros acrescentou que a OMS não deve recomendar que a vacina contra a varíola dos macacos seja aplicada em massa. Inicialmente, o governo pretende imunizar os profissionais de saúde, principalmente os trabalhadores de laboratórios de diagnóstico que possuem mais contato com amostras contaminadas.
Ao suspeitar da doença, o secretário aproveitou para enfatizar que o indivíduo deve procurar uma unidade médica para fazer um exame RT-PCR.
