O novo “Elvis” no cinema chega às telonas dos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (14). A cinebiografia que conta a vida do Rei do Rock é aguardada com entusiasmo pelo público.
Dirigido por Baz Luhrmann, o filme conta a história de Elvis Presley através do ponto de vista de seu empresário Coronel Parker, interpretado por Tom Hanks. Já o astro do rock é vivido pelo ator Austin Butler.
O novo “Elvis” no cinema
O longa de quase duas horas de duração mostra décadas das vida de Elvis, desde sua origem humilde, passando pela ascensão à fama, casamento com Priscilla Presley até poucos anos antes de sua trágica morte aos 42 anos.
Como pontos fortes, Luhrmann traz o primeiro contato do artista com a música na igreja, a forte influência da música negra americana em sua vida, a censura que Elvis sofreu devido a sua forma sensual de dançar nos palcos e o frenesi sem precedentes que ele costumava causar nas plateias para quais se apresentava.
De acordo com o cineasta, o novo “Elvis” no cinema é mais que apenas a biografia de Elvis Presley, mas também um “filme sobre shows, negócios, controle, criatividade e gestão”.
Butler afirma que se entregou de corpo e alma ao trabalho. Com o objetivo de interpretar o astro da melhor forma possível, durante as gravações, ele chegou a ficar três anos sem ver sua família e amigos.
Para quem já assistiu, ao mesmo tempo em que a temática mostra o lado humano da celebridade, também evidencia o mito.
Morte de Elvis Presley
Elvis foi encontrado sem vida no banheiro de sua mansão chamada Graceland, em Memphis, Tennessee, nos EUA, em 16 de agosto de 1977. Na época, a morte foi declarada em decorrência de uma parada cardíaca, sem relação com o abuso de entorpecentes.
No entanto, a família do astro colocou sua autópsia sob sigilo por 50 anos, ou seja, até 2027. O que contribuiu para a aura de mistério que dura até hoje sobre o que de fato aconteceu. Por anos, milhares de pessoas chegaram a acreditar que o Rei do Rock ainda estava vivo, levando uma vida pacata e longe da fama em algum lugar distante.
Apesar do segredo, o resultado do exame que apontou várias substâncias no sangue de Elvis Presley – como sedativos, analgésicos e opióides usados para a dor – veio a público. Já em 1980, a revista People revelou que o médico do artista receitou nada menos do que 12 mil medicamentos para ele durante os 20 meses que antecederam seu falecimento.
Além do abuso de medicamentos, o que se sabe ainda é que o coração de Presley estava inchado, com o dobro do tamanho, que ele sofria de uma doença cardiovascular em estado avançado e de enfisema pulmonar, mesmo não sendo fumante. O excesso de gordura também estava contra o artista, ele chegou a pesar 160 quilos aos 40 anos.
Por tudo isso, ou seja, pela vida e morte polêmicas do músico é que o novo “Elvis” no cinema é tão esperado.
