Luísa Sonza se pronunciou sobre um processo por racismo movido contra ela pela advogada Isabel Macedo de Jesus, em 2018. A publicação foi feita no Twitter após fãs da cantora gaúcha cobrarem um posicionamento sobre o assunto.
Na postagem, a artista declarou que ainda não havia se manifestado porque “precisava desse tempo para refletir, conversar com as pessoas e entender melhor algumas questões que achei que dominava, mas me dei conta que não”.
Sonza também pontuou que ao entender “mais a fundo a história e a dor do outro” se deu conta que mesmo se reconhecendo como aliadas das questões sociais, precisa sempre estudar e buscar mais conhecimento sobre o assunto, além de ter mais empatia.
“Estou lidando com essa situação como uma oportunidade para tentar ser melhor, como sempre tentei fazer todas as vezes que alguma coisa aconteceu comigo, publicamente ou não”, escreveu Luísa Sonza.
A cantora completou a publicação explicando que irá solicitar uma audiência especial para resolver o processo amigavelmente e que vai acatar o valor pedido pela autora.
“Eu não tenho medo de colocar os meus privilégios, que reconheço que tenho, à disposição para chamar atenção para essas questões sociais e tentar diminuir qualquer tipo de discriminação”, declarou.
Para finalizar, Luísa Sonza ressaltou que o processo por racismo é, na verdade, um processo de danos morais e não uma questão criminal.
“Por fim, quero esclarecer que esse caso veio a público em 2020, quando foi aberto, e é um processo de danos morais – não estou respondendo por processo criminal, como foi divulgado, e não há nenhum outro em andamento”, finalizou.
Veja na íntegra:
— LUÍSA SONZA ? (@luisasonza) September 20, 2022
A audiência entre as partes deveria ocorrer na última quarta-feira (14), mas precisou ser adiada depois que o link da sessão virtual vazou na web.
A advogada Isabel Macedo de Jesus está processando Luísa Sonza por racismo e pedindo R$ 10 mil por danos morais.
De acordo com Isabel, o episódio ocorreu em 22 de setembro de 2018. Na ocasião, ela estava comemorando seu aniversário em uma pousada, na Ilha de Fernando de Noronha, onde a cantora realizava uma apresentação.
Ainda conforme a ação, a mesa da advogada estava nas proximidades do palco e quando ela se levantou para ir ao banheiro, recebeu um tapa do ombro de Sonza, que solicitou que a advogada lhe entregasse um copo de água.
Isabel então pediu que a artista repetisse o que havia dito e novamente lhe foi solicitado que levasse um copo de água ao palco. Foi então que ela tentou explicar que era uma cliente e não funcionária do local.
No dia seguinte, a advogado prestou queixa por ter se sentido humilhada e não ter recebido o apoio que esperava dos administradores da pousada. Já na delegacia, Isabel afirma que foi destratada por uma policial, que afirmou que ela não era negra e, por isso, não havia sofrido injúria.
