A atriz Ludmila Dayer, de 39 anos, conhecida por ter participado de Malhação, da TV Globo, compartilhou na web o seu diagnóstico de esclerose múltipla.
Em uma live no Instagram no dia 28 de setembro, a atriz, que hoje mora nos Estados Unidos e já foi naturalizada como norte-americana, contou sobre o seu processo de descoberta e como tem lidado com a doença.
“Era uma pessoa que praticava muitos esportes, eu malhava, achava que tinha saúde. De repente, meu corpo começou a ficar esquisito”, disse a atriz.
Ludmila Dayer descobriu doença ao sentir problemas na visão e cognição
De acordo com Ludmila, os sintomas começaram quando ela apresentou problemas na visão e na cognição. De imediato, a atriz contou que optou por cortar carne, ovo, gordura, glúten, cafeína e álcool para controlar os efeitos pela alimentação.
“Tirei glúten, ovo, carne animal. Tudo que alimentava o vírus e provocava os sintomas. Também passei a comer coisas que desinflamam meu organismo”, compartilhou a atriz.
“Era um sintoma atrás do outro e, por isso, fui procurar o médico. Não conseguia enxergar direito, minha fala não acompanhava os meus pensamentos, tinha problemas de memória e muitas dores no corpo. Ia de um cômodo para o outro e não lembrava o que tinha ido fazer”, contou.
Ainda segundo a atriz, a suspeita é de que a esclerose múltipla tenha sido desencadeada pelo Vírus Epstein-Bar, que pode ser transmitido através da saliva, transfusões de sangue e do contato com objetos contaminados.
Ao todo, seu processo de descoberta do diagnóstico levou um ano, e foi um período extremamente difícil.
“Meu mundo caiu. (…) Eu estou no auge do meu trabalho, de projetos, estou começando a dirigir agora… Eu comecei a estudar o que eu tinha e comecei a desmistificar muita coisa em relação a doença.
Comecei a ver que certos alimentos causam inflamação no corpo e outros desinflamam o corpo. Já na primeira semana eu já consegui perceber que as minhas conexões melhoraram um pouco”, compartilhou ela.
Esclerose múltipla
A doença atinge aproximadamente dois milhões de pessoas no mundo, e cerca de 30 mil indivíduos no Brasil, especialmente entre 20 e 40 anos, com uma incidência superior entre as mulheres.
A doença, que é autoimune, atinge o sistema nervoso central, e pode prejudicar a visão, a fala, a audição e os movimentos.
De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), a doença pode ser definida como ‘neurológica, crônica e autoimune’.
“As células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares”.
Apesar de grave, a esclerose múltipla não tem uma prevenção ou cura, e seu tratamento consiste apenas em atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença, que não é contagiosa.
Os sintomas mais comuns da doença, segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, são:
- Parestesias (dormências ou formigamentos); nevralgia do trigêmeo (dor ou queimação na face);
- Neurite óptica (visão borrada, mancha escura no centro da visão de um olho – escotoma – embaçamento ou perda visual), diplopia (visão dupla);
- Perda da força muscular, dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular (espasticidade);
- Falta de coordenação dos movimentos ou para andar, tonturas e desequilíbrios;
- Dificuldade de controle da bexiga (retenção ou perda de urina) ou intestino;
- Problemas de memória, de atenção, do processamento de informações (lentificação);
- Alterações de humor, depressão e ansiedade.
