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Homem preso injustamente por 30 anos morre 5 meses após ser solto

O juiz que deu liberdade ao condenado afirmou que as provas usadas contra ele, na década de 90, eram “lixo científico”

Por Caroline Berticelli

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A história de Claude Francis Garrett, de 66 anos, é daquelas que podem virar um filme. Ele ficou preso injustamente por 30 anos por um crime que não cometeu, foi inocentado e morreu apenas alguns meses depois de estar em liberdade

O americano faleceu enquanto dormia no dia 30 de outubro, cinco meses depois de ter deixado a Prisão de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville, no Tennessee, Estados Unidos (EUA). 

“Ainda não tenho palavras; é de partir o coração e profundamente injusto. Claude passou 30 anos atrás das grades por um crime que não cometeu. Ele lutou tanto”, escreveu a jornalista Liliana Segura ao anunciar o falecimento. 

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De acordo com o jornal local ‘New York Post’, em 24 de fevereiro de 1992, a namorada de Garrett, Lorie Lee Lance, morreu em um incêndio ocorrido na casa do companheiro em Old Hickory. 

Na época, Garret tinha 35 anos e foi acusado pelo crime depois que investigadores alegaram que os padrões de queimadura no local sugeriam que o fogo foi ateado deliberadamente. 

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Garret sempre negou o crime. Ele disse à polícia que havia adormecido e acordado com o incêndio, que começou na sala da casa. O americano afirmou que, na sequência, acordou sua namorada e tentou levá-la para a porta frente da residência, mas ela correu para a porta dos fundos.

Ao perceber que Lance não havia saído junto com ele do incêndio, ele ligou para o Corpo de Bombeiros. Quando eles chegaram, Garret estava tentando apagar o fogo com uma mangueira, após falhar em arrombar uma porta com um machado. 

Conforme depoimentos, enquanto os bombeiros tentavam controlar o fogo, Garret não parava de dizer: “Não entendo por que, não entendo por que ela não me seguiu até a porta”.

Assim que as chamas foram extintas, os socorristas entraram no local e encontraram o corpo de Lance na despensa. Ela morreu por inalação de fumaça

Em 1993, um júri o condenou à prisão perpétua pelo assassinato de Lance

Foi somente em maio deste ano, depois de inúmeras apelações e de ficar preso injustamente por 30 anos, é que Garret foi inocentado. Segundo o juiz que analisou o caso, havia provas “claras e convincentes” de que a suposta evidência de incêndio criminoso já havia sido descartada como “lixo científico”. 

Infelizmente, Garret teve pouco tempo para curtir sua liberdade e logo morreu. “Nos últimos 5 meses, Claude apreciou sua liberdade. Ele aproveitou cada momento com sua filha, Deana, e especialmente seu neto, que ele absolutamente adorava”, escreveu Segura, que também era amiga do homem condenado injustamente.

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