A atriz Mônica Martelli, de 54 anos, falou sobre sexo no casamento após alguns anos, e disse ser a favor de marcar hora para transar. De acordo com ela, é preciso ‘rebolar’ para conseguir escapar da rotina.
“Tem de rebolar, amor. Casamento dá trabalho… As pessoas querem que venha que nem filme da Disney, com amor romântico.
Esperam que as relações sejam assim: uma vez por semana recebe flores; do nada, vai pegar um prato e o marido fala: ‘nossa, amor, que tesão’. Jura, depois de 20 anos de casado? Me poupe, amor”, disse ela em entrevista ao jornal O Globo.
Ainda conforme a atriz, se os casais que namoram marcam dia para transar, os casados deveriam fazer o mesmo, especialmente porque dessa maneira a rotina não vai massacrar tanto.
“Se você pensar em mim na sexta-feira, estou transando (risos). Eu só vejo o Fernando (Alterio, namorado da atriz) sexta e sábado, então, transo na sexta e no sábado. Do contrário, não tem solução: a rotina massacra com que você adie o amor e a transa”, enfatiza.
Na entrevista, Mônica ainda detalhou como funciona o namoro à distância com Fernando, já que o casal apenas se vê nos finais de semana.
“A gente se arruma lindamente um para o outro, ele é vaidoso e isso me estimula. Senão, com três anos de namoro já fica com aquela camiseta rasgadinha dentro de casa, amor (risos). Bebemos vinho, transamos quando queremos.
Quando não, dormimos de conchinha coreografada. A saudade é um combustível da relação e, por enquanto, ficaremos assim”, afirma.
Mônica Martelli fala sobre peça ‘Minha Vida em Marte’
Em janeiro, Mônica vai estrelar a peça ‘Minha Vida em Marte’, no Rio de Janeiro, e sua personagem viverá uma crise no casamento. No espetáculo, Fernanda quer evitar o divórcio a qualquer custo.
“A Fernanda é uma personagem que vai existir enquanto eu existir, porque sempre estarei com vontade de escrever algo. Em Minha Vida em Marte, ela está casada há oito anos, tem uma filha de 5 e está em total crise no casamento.
Ela gostaria de continuar casada, mas há muita mágoa, intolerância, o massacre da rotina, falta de libido, falta de admiração pelo marido… Minha Vida em Marte traz a Fernanda tentando salvar o casamento.
O dia a dia vai massacrando a gente, a gente vai adiando a transa, a conversa, adiando tudo para o dia seguinte… O dia a dia nos atropela. Esse mundo nos exige produtividade o tempo inteiro”, explica.
Na peça, Mônica conta que a personagem Fernanda tenta viajar, marcar uma transa e até ir a um sex shop – tudo para salvar o casamento, e que isso tudo é exatamente o reflexo que ela fez em sua vida.
“A gente tem que tomar decisões práticas para não ficar achando que o acaso vai dar um jeito. Não é sair para jantar, colocar um decote e, do nada, o marido vai olhar e morrer de tesão. Não necessariamente é assim. A gente fica colocando uma idealização romântica em cima das relações. A gente é contaminado pela ideia de ‘amor romântico’.
A Fernanda tenta salvar o casamento, mas em um momento ela decide romper aos 45 anos de idade. Nessa sociedade machista, você tem medo de ficar solteira, há uma ‘invisibilidade’ etária. A sociedade enaltece a juventude.
Você fica com medo de ser solteira. Só que o medo está sempre com a gente. O medo não pode nos paralisar”, conclui a atriz em entrevista à Quem.
