A atriz Flávia Alessandra, de 48 anos, declarou estar cansada de receber elogios que fazem referência a sua idade, principalmente, no Instagram, onde tem mais de 11 milhões de seguidores. A declaração foi dada em recente entrevista concedida à revista Glamour.
Segundo a artista – que está longe da televisão, mas acaba de lançar uma plataforma de treinos em casa com o marido Otaviano Costa e seu personal trainer Rafael Lund – as pessoas fazem comentários pensando em elogiar, mas na verdade são mensagens machistas e repletas de etarismo.
“A gente tá começando a ver no mundo, nas carreiras, as mulheres tendo sim vida, tendo opinião, sendo CEO, fazendo e acontecendo após os 40 anos. Antigamente, a gente não tinha essa visão da mulher”, disse.
Flávia Alessandra ainda completou:
“Incomoda esse: ‘Nossa, você está muito bem, né? Nem parece que tem a sua idade’. Mas isso está enraizado. O nosso papel é mostrar que podemos fazer a diferença, mostrar o quanto somos ativas, potentes, transformadoras, diversas e ir mudando essa mentalidade cada vez mais”.
As discussões sobre etarismo, ou seja, o preconceito contra pessoas por causa de sua idade, tem ganhado muito espaço no Brasil e no mundo nos últimos tempos. Inclusive, um episódio recente no qual três estudantes debocharam de uma colega com mais de 40 anos provocou revolta nas redes sociais.
A situação ocorreu em uma universidade particular de Bauru, São Paulo, e viralizou depois que um vídeo gravado pelas jovens foi parar na web.
Nas imagens, as três estudantes debocham da colega de 40 anos. “Gente, quiz do dia: como ‘desmatricula’ um colega de sala?”. Na sequência, outra responde: “Mano, ela tem 40 anos já. Era para estar aposentada”. “Realmente”, concorda a terceira.
Apesar de não terem citado o nome da aluna, logo foi descoberto que a estudante a qual as três se referiam é Patrícia Linares, que na verdade tem 45 anos. Ela cursava junto com as jovens o 1º ano do curso de biomedicina.
Após a repercussão do vídeo, ela concedeu várias entrevistas e contou que sempre sonhou cursar uma faculdade ligada a área da saúde, pois sua mãe era enfermeira.
O desejo, no entanto, foi adiado por anos, enquanto ela trabalhava para sobreviver. Ainda conforme Patrícia, a ideia de retomar os estudos veio depois que ela precisou fechar a loja de roupas da qual foi proprietária por 11 anos, devido à crise causada pela pandemia de Covid-19.
Ela também explicou que ao saber do vídeo se sentiu triste, mas logo a rede de apoio de outros colegas, da família e até de desconhecidos sobrepujou os sentimentos ruins.
