O Japão entrou em alerta depois que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico na direção do mar nipônico nesta quinta-feira (13). A apreensão era que o projétil pudesse chegar em uma das ilhas japonesas.
O equipamento foi lançado no mar ao largo da costa leste da península coreana e fez com que as autoridades japonesas emitissem um aviso de evacuação para os moradores de Hokkaido, principal ilha do país, pedindo que eles buscassem abrigo.
“Evacue imediatamente, evacuem imediatamente”, dizia o alerta.
O governo também pediu que as aeronaves que sobrevoam a região tenham cautela.
Pouco tempo depois, no entanto, o governo japonês retirou o alerta e informou que o equipamento provavelmente caiu no mar.
A inquietação devido aos testes de armas coreanas começaram em 2022. Desde então, a Coreia do Norte afirma ter lançado dois mísseis balísticos intercontinentais e dois drones subaquáticos com capacidade nuclear (com o poder de criar tsunamis).
O novo teste que preocupou o Japão ocorreu dois dias depois do líder norte-coreano, Kim Jong Un, participar de uma reunião militar para discutir estratégias de como “lidar com os movimentos crescentes dos imperialistas dos Estados Unidos e dos traiçoeiros fantoches da Coreia do Sul para lançar uma guerra de agressão”.
A reunião de Kim Jong Un com a Comissão Militar Central foi confirmada pela mídia estatal norte-coreana KCNA.
Vale destacar que, recentemente, a Coreia do Norte criticou os EUA e a Coreia do Sul por realizarem exercícios militares conjuntos. Para o país comunista, as manobras significam um ensaio para uma eventual invasão.
No início de março deste ano, a embaixadora norte-americana na ONU (Organização das Nações Unidas), Linda Thomas-Greenfield, afirmou que a China e a Rússia “encorajam” a beligerância da Coreia do Norte e impedem que o Conselho de Segurança atue para frear Kim Jong-un.
No entanto, apesar do poder bélico da Coreia do Norte e a instabilidade de Kim Jong Un preocuparem líderes de vários países, documentos da Defesa dos EUA, vazados na última semana, indicam que nem todas as armas funcionam.
Se os documentos atribuídos ao Pentágono forem verídicos, os EUA duvidam da capacidade militar da Coreia do Norte, principalmente, devido ao seu isolamento desde o início da pandemia de Covid-19.
“É improvável que a Coreia do Norte seja capaz de equipar todos os seus lançadores com mísseis operacionais […] devido a restrições de recursos”, diz um trecho do texto.
