Um homem de 46 anos foi enforcado, na quarta-feira (26), após ter sido condenado à morte devido a 1 kg de maconha em Singapura. O prisioneiro foi identificado como Tangaraju Suppiah e sempre negou o crime de tráfico.
O enforcamento ocorreu mesmo após o Escritório de Direitos Humanos da ONU pedir que o país “reconsiderasse com urgência” o caso de Tangaraju e outras inúmeras autoridades internacionais tentarem evitar a execução da pena.
Em resposta, o Ministério do Interior do país apenas declarou, na terça-feira (25), que a culpa do réu foi comprovada sem qualquer margem para dúvida.
Preso em 2014 por uso de drogas, Tangaraju foi ligado, enquanto estava na prisão, através de uma investigação policial, a um crime de tentativa de tráfico ocorrida em setembro de 2013.
Em 2017, ele foi condenado por “participar de uma conspiração de tráfico” de 1 kg e 17 gramas de maconha, o dobro do volume mínimo exigido para a pena de morte no país. E, um ano depois, foi sentenciado à morte.
Familiares de Tangaraju também imploraram e tentaram em vão que as autoridades do país reconsiderassem o caso. No entanto, o Tribunal de Apelações não anulou a decisão.
Enquanto Singapura mantém uma das leis antidrogas mais rígidas do mundo, a vizinha Tailândia, por exemplo, legalizou a cannabis.
Outro país asiático também conhecido por não ter piedade nos casos envolvendo drogas é a Indonésia. Dois brasileiros, inclusive, já foram executados por lá. Veja:
- O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 42 anos, foi executado em maio de 2015, por um pelotão de fuzilamento, após passar 11 anos em uma prisão da Indonésia. Ele foi preso em 2004 depois de tentar entrar no país com seis quilos de cocaína escondidos em suas pranchas de surfe.
- Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi fuzilado em janeiro de 2015. Ele foi preso em agosto de 2003 depois de desembarcar no aeroporto de Jacarta com 13,4 kg de cocaína escondidos em uma asa delta desmontada.
O governo brasileira tentou evitar as execuções por anos a fio, mas sempre foi ignorado pela Indonésia.
Recentemente, um brasileiro foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos (EUA) por ter assassinado o marido de sua ex-esposa. A sentença contra Anderson Pereira, de 43 anos, também exclui a possibilidade de liberdade condicional.
Pereira foi considerado culpado pelo homicídio do libanês Zakhia Charabaty, de 52 anos, por furtar o veículo da vítima e por tentar esconder o corpo e o celular do homem morto. Ele também terá que arcar com os custos do funeral e pagar uma multa de US$ 4.000 (cerca de R$ 20 mil).
