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Primeiros bebês com DNA de três pessoas nascem de fertilização in vitro

A técnica é um esforço para impedir que as crianças herdem doenças genéticas raras das mães

Por Caroline Berticelli

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Os primeiros bebês com o DNA de três pessoas nasceram no Reino Unido, confirmou a Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia britânica (HFEA, da sigla em inglês), nesta quarta-feira (10). A técnica é um esforço para impedir que as crianças herdem doenças genéticas raras.

Segundo a HFEA, pelo menos cinco bebês já nasceram dessa forma no Reino Unido, mas o órgão não forneceu mais detalhes para proteger as identidades das famílias. 

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Bebês com DNA de três pessoas

O Reino Unido tornou-se, em 2015, o primeiro país do mundo a adotar uma legislação que regulamenta métodos para ajudar a evitar que mulheres com mitocôndrias defeituosas passem os defeitos para seus bebês.

Os defeitos genéticos ligados aos problemas nas mitocôndrias podem resultar em doenças como problemas cardíacos, distrofia muscular, deficiência intelectual e epilepsia. No Reino Unido, cerca de uma em cada 200 crianças nasce com um distúrbio mitocondrial. 

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Segundo o país, até o momento, 32 pacientes foram autorizados a receber esse tratamento. Vale destacar que para ser elegível, as famílias não devem ter outras opções disponíveis para evitar a transmissão de doenças genéticas.

“O tratamento de doação mitocondrial oferece às famílias com doença mitocondrial hereditária grave a possibilidade de uma criança saudável”, disse a HFEA, nesta quarta. 

Como funciona

Os cientistas retiram material genético do óvulo ou embrião da mulher com mitocôndrias defeituosas e o transferem para um óvulo ou embrião doado, que ainda possui mitocôndrias saudáveis, mas teve o restante de seu DNA chave removido.

O embrião fertilizado é então transferido para o útero da mãe. De acordo com os cientistas, o material genético do óvulo doado compreende menos de 1% da criança criada a partir dessa técnica.

A técnica é controversa. Muitos críticos argumentam que existem outras maneiras para evitar transmitir doenças aos filhos, entre elas, doação de óvulos ou testes de triagem. Eles ainda ressaltam que os métodos experimentais não foram comprovados como seguros.

Outros alertam para o fato de que ajustar o código genético dessa maneira pode incentivar a criação de bebês projetados para possuírem características solicitadas pelos pais como, por exemplo, filhos mais altos, mais inteligentes, etc.

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