O ex-fuzileiro naval que estrangulou um jovem que imitava Michael Jackson no metrô de Nova York, nos Estados Unidos (EUA), se entregou à Justiça nesta sexta-feira (12). A defesa de Daniel Penny, de 24 anos, alega que ele não pretendia matar a vítima e que agiu porque Jordan Neely, de 30 anos, que era morador de rua, ameaçou os passageiros.
Penny é acusado, pela promotoria do estado, por homicídio culposo de segundo grau. Ele poderá responder ao processo em liberdade, após pagar uma fiança de US$ 100 mil (cerca de R$ 493 mil).
Neely era conhecido por imitar Michael Jackson nos vagões do metrô e na Times Square em troca de moedas.
De acordo com a mídia local, ele era um sem-teto negro e com histórico de doença mental. Amigos e parentes afirmaram que a mãe do jovem foi assassinada em 2007 e, desde então, ele não conseguiu mais se estabilizar.
A ocorrência foi registrada em vídeo, no dia 1º deste mês, pelo jornalista mexicano Juan Alberto Vázquez. Ele relatou que Neely entrou no metrô gritando que não tinha o que comer e beber, que estava farto, tirou o seu casaco e jogou no chão.
Foi então que as pessoas que estavam próximas se afastaram e Penny o imobilizou com a ajuda de dois outros homens.
O vídeo, postado online pelo jornalista, mostra um homem, posteriormente identificado como o ex-fuzileiro naval da Marinha dos EUA, deitado sob Neely e segurando-o em uma posição de chave de braço por vários minutos, enquanto Neely tenta se libertar sem sucesso.
Outro passageiro aparece prendendo os braços de Neely, enquanto um terceiro segura seu ombro. Neely perdeu a consciência durante a luta e mais tarde foi declarado morto em um hospital. Segundo o legista, a causa da morte foi asfixia por compressão do pescoço.
O caso do jovem imitador de Michael Jackson morto no metrô chocou muitos americano, que criticaram a reação exagerada a uma pessoa que sofre de doença mental. À medida que o vídeo se espalhou pelas redes sociais mais e mais americanos passaram a pedir a prisão do veterano da Marinha.
O caso também levantou discussões sobre como são tratadas as pessoas com doenças mentais e em situação de rua nos EUA.
Um porta-voz da polícia da cidade de Nova York disse à Newsweek que Neely possuía 42 registros de prisões anteriores, datadas entre 2013 e 2021. Elas incluem quatro por suposta agressão, enquanto outras envolviam acusações de fraude de trânsito e invasão criminal.
Para vários americanos, no entanto, a ficha criminal do imitador de Michael Jackson não justifica o que aconteceu com ele no metrô.
“MESMO QUE NEELY “TIVESSE 40 ACUSAÇÕES DE ASSASSINATO (O QUE ELE NÃO TINHA – PORQUE NINGUÉM ACUMULA 40 ACUSAÇÕES A MENOS QUE SEJAM MENORES!!), ELE NÃO MERECIA SER EXECUTADO POR UMA PESSOA ALEATÓRIA NO MEIO DE UM TREM POR GRITAR SOBRE ESTAR COM FOME E SEDE”, AFIRMOU UM DEFENSOR PELO TWITTER.
