Cassia Kis, de 65 anos, teve o contrato renovado com a TV Globo, segundo a coluna F5, do jornal Folha de S.Paulo. A atriz faz parte de um pequeno grupo de artistas que segue com contratos fixos na emissora dos Marinhos.
Ela estava no ar na novela ‘Travessia’ até maio de 2023. Na sequência, o programado era que Cassia engatasse a terceira temporada da série de terror ‘Desalma’, mas a produção da Globoplay acabou cancelada.
De acordo com a publicação da Folha de S.Paulo, atualmente não existe nenhum trabalho em vista para a atriz veterana.
Nos últimos anos, a Globo deixou de renovar contratos com inúmeros artistas, mantendo apenas aqueles com projetos futuros, e abriu mão de suas estrelas para cortar custos.
Entre eles estão grandes nomes que por décadas trabalharam com exclusividade para a emissora do plim plim como Zeca Camargo, Miguel Falabella, José de Abreu e Vera Fischer, Camila Pitanga, etc.
Na semana passada, por exemplo, o colunista Alessandro Lo-Bianco, do IG Gente, noticiou que Tony Ramos deixará de fazer parte do elenco fixo da Globo em março de 2024, após 46 anos de casa. A data em questão é quando vence o contrato com a emissora, que não renovará o acordo com o ator e passará a pagá-lo por obra.
Em agosto, Glória Pires, que atua com Tony na novela ‘Terra e Paixão’, anunciou que seu contrato também será finalizado em janeiro de 2024. Ela falou sobre o assunto durante sua participação no programa Encontro.
Cassia Kis causa na Globo
O que chama atenção no caso de Cassia Kis com a Globo, no entanto, é o fato da atriz ter se envolvido em inúmera polêmicas dentro de fora da emissora e ainda assim os Marinhos a manterem com um alto salário.
Vale lembrar que Cassia Kis chegou a participar de protestos antidemocráticos após declarar voto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concedeu entrevistas recheadas de falas falas homofóbicas e provocou um grande mal-estar nos bastidores da novela Travessia.
Pelo menos 15 pessoas – entre atores, diretores, produtores e roteiristas – registraram queixas na emissora contra a atriz por falas homofóbicas e inadequadas nos bastidores do folhetim. À época, chegou a vazar que ela era chamada de “pastora louca”, apesar de ser católica, nos corredores da emissora do plim plim.
Segundo a denúncia, entre as peripécias, a atriz pediu para uma camareira orar para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não ser eleito e costumava falar sobre o pavor do Brasil se tornar comunista nos grupos de WhatsApp de trabalho.
Cinco jornalistas da Globo também fizeram reclamações formais contra a artista. O motivo era o mesmo: homofobia e ataques de Cássia Kis à imprensa pelo WhatsApp.
O site Notícias da TV teve acesso a um print de conversa, pelo aplicativo, em que a atriz pedia o boicote de jornalistas da emissora como William Bonner, Natuza Nery, Andréia Sadi e Flavia Oliveira.
Antes de toda a confusão, a Globo havia anunciado que após ‘Travessia’ não iria renovar o contrato com a atriz, mas ao que tudo indica, a cúpula da emissora mudou de ideia.
