Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter a solução para a guerra entre Ucrânia e Rússia nesta quinta-feira (14). A declaração do presidente brasileiro foi dada durante uma entrevista à CNN Brasil.
Segundo sua fala, ele tem um telefonema marcado com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para 18 de julho. Data em que irá explicar ao mandatário o que ele deve fazer. O brasileiro não quis dar detalhes sobre o plano, mas sinalizou que está relacionado com o fim do conflito entre Inglaterra e Argentina, na década de 1980.
“Vou dar minha opinião a ele o que eu acho. A solução para o caso [guerra]. Eu sei como seria a solução do caso. Mas não vou adiantar. A solução do caso… Como acabou a guerra da Argentina com o Reino Unido em 1982? É por aí. A gente lamenta. A verdade são coisas que dói, machuca, mas você tem que entender”, disse.
A Guerra das Malvinas, entre a Inglaterra e a Argentina, foi motivada pela disputa da Ilha das Malvinas, chamada pelos ingleses de Falklands. O conflito pelo arquipélago remoto do Atlântico Sul durou de abril a junho de 1982 e terminou com a rendição dos argentinos.
Bolsonaro diz ter sido procurado por Zelensky
Ainda conforme Bolsonaro, foi o presidente Zelensky quem procurou o governo brasileiro para uma conversa:
“Foi ele que buscou conversa conosco. E eu disse de imediato que conversaria com ele, sim. Ele tem um país grande para administrar. Tudo que foi acordado com o presidente Putin está sendo cumprido. Da minha parte e da parte dele. Vou conversar bastante com ele [Zelensky]”, completou.
Essa será a primeira vez que os dois presidentes conversaram desde o início da guerra, ocorrido em fevereiro deste ano. Naquele mês, o chefe do executivo brasileiro chegou a declarar que o conflito teria um fim rápido.
Comportamento de Bolsonaro quanto a Ucrânia e Rússia
Em fevereiro, Bolsonaro viajou até a Rússia para participar de uma reunião com o mandatário Vladmir Putin. Na ocasião, ele foi criticado porque a visita poderia sinalizar que o Brasil estava a favor da Rússia quanto a invasão da Ucrânia.
Oficialmente, o Brasil apoiou a resolução que criticava a invasão na Organização das Nações Unidas (ONU). Por outro lado, Bolsonaro declarou várias vezes que a posição do Brasil era de “neutralidade”, ao mesmo tempo em que teceu críticas a Zelensky e chegou a elogiar Putin.
