O ator e influenciador João Guilherme, de 20 anos, filho do cantor Leonardo, rebateu as inúmeras críticas que recebe sobre a sua orientação sexual e a forma com que gosta de se vestir em uma entrevista ao site Yahoo.
De acordo com ele, não é um problema ser constantemente questionado sobre a sua ‘preferência sexual’ pela maneira que se veste na moda, pois as meninas costumam adorar o seu estilo.
“Já falei algumas vezes, de verdade, de verdade, gosto das meninas. E elas adoram. Não estou me importando com o que os meninos acham ou héteros mais velhos, ou da minha idade, porque não gosto deles. Gosto de menina”, ressaltou o artista, que é super ligado à moda agênera.
Filho do cantor Leonardo diz que críticas relacionadas a sua forma de se vestir está ligado com machismo estrutural
As críticas relacionadas a João Guilherme estão sempre ligadas a forma com que ele ‘incorpora’ a moda, investindo em unhas pintadas, acessórios coloridos, brincos, saias e outras peças consideradas ‘femininas’ em uma estrutura de sociedade ainda muito machista e conservadora.
Apesar disso, o influenciador explica que as críticas deixam de fazer sentido quando um grupo de pessoas entende suas referências e seu estilo.
“Enquanto tiver um grupo de meninas que acha legal [as roupas] e digam ‘entendo isso que você está falando’. Normalmente são meninos me atacando, conservadoristas me atacando e ser conservador em 2022 não tem muito a ver. É machismo, que é uma coisa estrutural”, rebateu.
Em seguida, o filho de Leonardo deixa claro que não dá ouvidos a opinião das pessoas na internet, e o que importa são as pessoas que realmente ‘somam em sua vida’.
“Se a menina que gosto fala que não gostou do meu corte de cabelo, por mais que eu goste, vai interferir e isso me afeta. Mas não o que o Zezinho falou na internet. Você vai ficar botando uma balança?
No fundo a gente tem que estar feliz. Sua namorada tem que tá achando bom, a mulher que você gosta, a tua mãe. Alguém que realmente tem valor na tua vida”, afirmou o ator.
Por fim, o ator aproveitou o momento para demonstrar engajamento político e disparou:
“Estamos vivendo um momento de sufocamento, como os anos 80 e 90, e precisamos sair. Estávamos agora numa onda de autoritarismo e acredito que buscamos liberdade de expressão”, finalizou.
