Uma modelo detalhou os abusos sexuais que sofreu na Mansão Playboy durante os anos que viveu na casa de luxo em Holmby Hills, área nobre de Los Angeles, California, nos EUA.
Ex-coelhinha Holly Madison contou que viver ao lado do dono da mansão e criador da revista Playboy, o empresário Hugh Hefner, foi um grande pesadelo e sua rotina era “um inferno”. O desabafo foi feito durante o podcast ‘Girls Next Level’, no qual ela é uma das apresentadoras.
Segundo Madison, ela e as outras modelos eram obrigadas as manter relações sexuais com o patrão para poderem continuar na Mansão Playboy.
“Nenhuma das mulheres curtia [ter relações sexuais com Hefner]. Desculpa, mas é a verdade. Nós víamos como uma obrigação, caso contrário, seríamos expulsas da casa. Então, todas queríamos resolver tudo o mais rapidamente possível”, lembrou.
Além das relações sexuais sem vontade, ela explicou que o milionário também exigia ser chamado de “papai” durante o sexo.
“Todo mundo o chamava de ‘papai’ na cama, o que é completamente repulsivo. Sem brincadeira, no instante seguinte ele já estava em cima de mim. Depois as coisas caíram na rotina, ele nem se mexia mais. Ele era como um pedaço de madeira no meio da cama”, continuou.
A modelo detalhou os abusos sexuais que sofreu na Mansão Playboy e contou ainda que Hefner possuía funcionárias responsáveis por cuidar apenas de sua “agenda de sexo com as coelhinhas”, o que gerava várias desavenças entre as garotas que desejavam ser as preferidas do empresário.
Além disso, elas eram obrigadas a manter relações sexuais na frente das outras modelos.
“É difícil explicar como aquilo tudo era constrangedor, especialmente mais para o fim, com várias brigas com outras garotas. Você ficava literalmente pelada fazendo sexo em frente a um grupo de pessoas que te odiava e ficava te xingando enquanto você está fazendo sexo. Era um inferno”, completou Madison.
Em outro trecho, a modelo contou que sua primeira noite com o dono da Playboy ocorreu após uma noitada em Miami e foi decepcionante.
“Foi decepcionante e constrangedora. Durou um minuto. Eu deitei na cama, a outra menina recém-chegada já estava lá. Havia vibradores para cada uma. Eu nunca tinha usado um antes. Então fiquei lá deitada esperando as outras usarem antes”, desabafou.
Antes de morrer, o excêntrico criador da revista Playboy concedeu uma entrevista a revista brasileira ‘Veja’. Na época, aos 77 anos, ele se vangloriou de ter feito sexo com mais de duas mil mulheres e se definiu como um romântico, que acreditava em casamento monogâmico, mas também em “uma vida de solteiro, com namoradas e toda a liberdade”.
Na mesma ocasião Hefner também afirmou que não permitia que “suas namoradas que viviam na Mansão Playboy” tivessem outros relacionamentos e admitiu que a relação deles com as coelhinhas era uma forma de harém. No entanto, completou: “Mas acho que minhas garotas são muito mais felizes que as dos haréns.
Hugh Hefner morreu de causas naturais, em 27 de setembro de 2017, aos 91 anos.
