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Príncipe Harry confessa que usava drogas para lidar com traumas e dores

Harry afirma que as drogas e o álcool o traziam uma sensação de pertencimento, pois ele se sentia muito diferente o tempo todo.

Por Renata Nicolli

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Em uma conversa online com o terapeuta Gabor Maté, transmitida ao vivo ao público, o príncipe Harry confessou ter usado drogas e álcool para lidar com traumas e dores do passado.

Conforme Harry, o uso da maconha e outras drogas psicodélicas o trazia relaxamento e conforto, especialmente após a morte da sua mãe, a princesa Diana.

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“Foi a limpeza do para-brisa, a remoção dos filtros da vida – essas camadas de filtros. Removeu tudo para mim e me trouxe uma sensação de relaxamento, alívio, conforto, uma leveza que consegui segurar por um tempo”, admitiu.

Príncipe Harry usava drogas como solução

Conforme o filho mais novo de Charles III, o uso das drogas vinha como uma solução em sua vida. 

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Comecei a fazer isso de forma recreativa e depois comecei a perceber como isso era bom para mim. Eu diria que é uma das partes fundamentais da minha vida que me mudou e me ajudou a lidar com os traumas e as dores do passado”, explicou.

Além disso, Harry afirma que as drogas e o álcool o traziam uma sensação de pertencimento, pois ele se sentia muito diferente o tempo todo.

Em parte do seu livro Spare, um sucesso de vendas desde o lançamento, Harry contou sobre a sua participação em uma festa ‘selvagem’ na casa da atriz Courteney Cox recheada de cogumelos e tequila. 

Recentemente, a atriz também explicou o ocorrido durante uma entrevista à Variety.

“Ele ficou aqui por alguns dias, provavelmente dois ou três. Ele é uma pessoa muito legal. Não estou dizendo que havia cogumelos! Definitivamente, não os estava distribuindo”, afirmou a atriz.

Outros pontos da conversa com Gabor Maté

O bate-papo com o terapeuta Gabor Maté aconteceu na casa de Harry em Montecito, na Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), e foi transmitido para os EUA, Canadá e Reino Unido. Para ter acesso ao material, os telespectadores tiveram que pagar US$ 25, o equivalente a R$ 128.

Além do bate-papo, os assinantes tiveram acesso a uma cópia do diário de Harry, publicado recentemente.

O diálogo entre Harry e Dr. Maté foi descrita como ‘uma conversa íntima que discute como lidar com a perda e a importância da cura pessoal’.

Durante a sessão, o duque de Sussex reiterou que sempre se sentiu muito diferente de outros membros da realeza. 

“Eu definitivamente senti toda a minha vida, desde a minha juventude, um pouco diferente do resto da minha família. Era estranho estar naquele contêiner. E eu sei que minha mãe sentia o mesmo”, afirmou.

Um dos assuntos citados na transmissão foi a perda da mãe, quando Harry tinha apenas 12 anos. Para ele, uma das coisas que mais o assustavam era perder a sensação que tinha de Diana

“Achei que se eu fosse para a terapia, isso me curaria e perderia tudo o que me restava, tudo o que consegui segurar da minha mãe. E acontece que não foi o caso. Eu não sabia. Eu não perdi isso. Foi o oposto. 

Eu transformei o que eu pensava ser tristeza – para tentar provar a ela que eu sentia falta dela – para perceber que, na verdade, ela realmente só queria que fosse feliz. E isso foi um peso enorme fora do meu peito”, revelou o príncipe.

Apesar de alegar que nunca recebeu muito afeto do pai, Harry alega que mostrar amor e carinho aos filhos é algo que ele sempre fará com abundância.

“Como pai de meus filhos, certifico de sufocá-los com amor e carinho. Não sufocá-los a ponto de tentarem fugir. Mas no sentido de que eu, como pai, sinto uma enorme responsabilidade de garantir que não transmita nenhum trauma ou experiência negativa que tive como uma criança ou como um homem crescendo”, explicou.

Para ele, ser a melhor versão de si mesmo é o caminho.

“Quero ser o melhor marido. Também quero ser o melhor pai. E o melhor pai que conheço pode significar ser vulnerável, ao mesmo tempo, em que sou forte”.

Livro Spare

O livro ‘Spare’ bateu recorde de vendas já na primeira semana do lançamento, em meados de janeiro. A obra autobiográfica do príncipe também foi considerada a literatura de não-ficção mais vendida do Reino Unido em um dia.

“Sempre soubemos que este livro iria voar, mas está superando até mesmo nossas expectativas mais otimistas”, disse Larry Finlay, diretor administrativo da Transworld Penguin Random House.

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