No dia 21 de novembro, o apresentador Tadeu Schmidt esteve no ‘Papo de Segunda’ no canal GNT, e falou sobre como se sentiu ao saber que sua filha Valentina, de 20 anos, se declarou ‘queer’ através das redes sociais no dia do orgulho LGBTQIA+.
De acordo com ele, nada mudou com a declaração de Valentina, pois foi um dia como qualquer outro.
“Eu só tive essa coisa: será que alguém vai ter algum preconceito com ela? Queer é quem não se encaixa numa definição tradicional de identidade de gênero. Ela está aberta a tudo. Mas, assim, para mim não mudou absolutamente nada.
Não dá nem para eu dizer que a acolhi porque… Num dia como outro qualquer, continuamos nos amando do mesmo jeito. Não fez a menor diferença. Minha filha continuou sendo a mesma”.
Tadeu Schmidt fala sobre relação com filha queer
Para o apresentador, a única coisa que o deixou preocupado em relação ao posicionamento da filha foi em relação ao conservadorismo e julgadores da internet.
“Se tem uma coisa que eu lamentei é que quando a Valentina faz essa declaração, o conservador vai dizer ‘a filha do Tadeu é meio assim, por isso ele fica defendendo essas coisas’. Eu já defendo isso há muito tempo. E sendo a minha filha não mudou nada, que ela seja feliz do jeito que ela quer”, disse.
Por fim, Fábio Porchat questionou como foi a reação da família ao ver a postagem de Valentina.
“Nada. Não teve uma acolhida porque é desnecessário, no meu caso. Acho que ela até veio conversar com a gente e eu disse: ‘Valentina, está tudo certo. Vai ser feliz’. Por acaso, ela está namorando um rapaz, saímos para jantar ontem, maior alegria”, contou.
Filha de Tadeu Schmidt celebra Dia do Orgulho LGBTQIA+: “sou queer com orgulho”
Valentina Schmidt, filha do apresentador Tadeu Schmidt aproveitou o Dia do Orgulho LGBTQIA+, comemorado em 28 de julho, para enfatizar que se identifica como queer há um ano.
Em seu Instagram, Valentina postou uma foto segurando uma folha escrito: “I’m queer and I’m proud” – “Eu sou queer com orgulho”.
Na publicação, Tadeu Schmidt não deixou de honrar a escolha da filha, comentando vários corações coloridos simbolizando o amor pela diversidade.
Em uma publicação no Instagram, Valentina Schmidt, de 20 anos, relembrou a trajetória da busca do seu verdadeiro eu.
“HÁ UM ANO, TOMEI UMA DAS DECISÕES MAIS DIFÍCEIS DA MINHA VIDA. UMA DECISÃO DA QUAL ME ORGULHO PROFUNDAMENTE. TENHO ORGULHO DE TER A LIBERDADE PARA FALAR ABERTAMENTE SOBRE A MINHA SEXUALIDADE”, ENFATIZOU A JOVEM.
Em seguida, Valentina afirma que tem orgulho de amar quem quiser e orgulho de ter uma família e amigos que a apoiam incondicionalmente.
“Orgulho de ser uma mulher queer. Orgulho de ser eu. Ninguém nunca vai tirar o meu direito de amar e ser feliz. Boa sorte para quem tentar. Que esse mês do orgulho tenha sido maravilhosos para todes nós”, finalizou a filha do apresentador Tadeu Schmidt.
Ser queer
Os que escolhem ser queer não sabem exatamente como definir seu gênero/orientação sexual, e não concordam com os padrões impostos pela sociedade de que devem se identificar com algum gênero em específico.
Dessa maneira, os queers podem transitar entre as opções de identidades, inclusive com bissexuais.
O termo queer funciona como uma espécie de guarda-chuva justamente por abranger os diferentes públicos e identidades da comunidade LGBTQIA+.
“São aqueles que não se identificam com o ‘G’ de gay, por entenderem que ser gay traz agora uma série de significâncias diferentes. Algumas pessoas associam a um padrão de gay, o homem branco, cisgênero, classe média.
E querem se distanciar desse estereótipo”, declarou André Fischer, Diretor do Centro Cultural da Diversidade, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, ao “UOL”.
No passado, a palavra chegou a ser usada de forma pejorativa como se fosse uma ofensa aos homossexuais, mas a partir dos anos 80 foi ressignificada, e hoje é usada como uma identidade para se referir aos indivíduos que não se encaixam em nenhum gênero/identidade imposta pela sociedade.
