Lucio Flávio, ex-assistente e técnico interino do Botafogo falou sobre a baixa da equipe depois de ter liderado o Campeonato Brasileiro com 14 pontos de vantagem.
A equipe abriu boa vantagem, mas depois acumulou uma sequência de resultados negativos e acabou ficando sem a taça já na reta final da competição.
Nesta terça-feira Lucio participou do podcast Charla e revelou alguns assuntos polêmicos desta campanha do clube.
Um dos jogos determinantes foi a derrota da equipe para o Palmeiras, por 4 a 3, em disputa realizada no Estádio Nilton Santos. Na época, a diferença de pontos chegava a seis em favor dos cariocas.
Vale lembrar que o time carioca chegou a abrir 3 a 0 ainda no primeiro tempo e aos 37 minutos do segundo teve um pênalti desperdiçado por Tiquinho Soares.
Entrevista
Lucio Flávio revelou a conversa que teve no intervalo. “Quando a gente entra no vestiário, a gente dá uns 4,5 minutos para os jogadoes darem uma descansada. Eu falei ‘olha, o 1º tempo que vocês estão fazendo foi fantástico, mas o jogo nao termina no 1º tempo.”.
E completou. “O que temos que fazer? A única possibilidade de dar uma brecha pro adversário é termos um jogador expulso’. Falei só isso, pra nos cuidarmos”, revelou Lúcio Flávio.
Na etapa final desta partida, Adryelson acabou levando cartão vermelho e dificultou o jogo para os donos da casa.
Ainda em conversa ele revelou: “O Cuesta tinha amarelo, falei pra ele ‘se eu perder alguma situação, eu vou ser obrigado a te tirar’. É a única chance que a gente tem de dar uma chance para o adversário. E a outra é se a gente entrar sonolento.”.
E completou. “A gente voltou, tomamos o gol com 6 minutos, num lance que o Endrick passa no meio de jogadores nossos. Nesse jogo com 6 minutos nós poderíamos ter matado a jogada, o máximo que ia acontecer era tomar um amarelo.”.
Lucio ainda falou dos jogadores. “O jogador brasileiro tem um pouco desse relaxamento, ‘tô vencendo de 3, 4, não vou tomar amarelo’. E esse foi um erro(…) aí nós tomamos o gol e aí o time sente, e nao é só o Botafogo, isso acontece na Champions League…e entra essa questão de pôr a bola na area e numa dessa eles empataram.”.
E finalizou dizendo: (…) esse jogo em questao emocional foi muito forte e a partir dali foi muito trabalhado essa parte e os próprios jogadores têm consciência de onde erraram.”.
