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São Paulo fica no déficit mesmo com premiação da Copa do Brasil

Apesar da quantia recebida, o valor não foi suficiente para o São Paulo, que fechou o terceiro trimestre do ano com as contas no vermelho

Por Thais Rodrigues

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O São Paulo garantiu uma das maiores premiações do futebol sul-americano nesta temporada, com a conquista da Copa do Brasil que rendeu R$ 88 milhões ao clube e um título inédito. A competição é atrativa por conta dos valores embolsados.

Apesar da quantia recebida, o valor não foi suficiente para o São Paulo, que fechou o terceiro trimestre do ano com as contas no vermelho. O clube teve um resultado de R$ 97 milhões negativos até o mês de setembro.

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Os números foram piores do que a diretoria do clube havia projetado para o período. A princípio, a estimativa era que o clube chegasse a setembro com um déficit de R$ 50 milhões, quase metade do que de fato aconteceu.

Os números são do relatório financeiro do terceiro trimestre do clube, que foi acessado pelo ge, já que a diretoria não publica o documento para a torcida acompanhar as finanças.

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Segundo o documento, a transmissão, a bilheteria, os sociais e amadores, o estádio, os licenciamentos e os sócios-torcedores tiveram variação positiva em relação ao esperado. Já os atletas, patrocínio e outros esportes ficaram no negativo em relação à projeção.

Vale lembrar que o título da Copa do Brasil deixou um ponto positivo na linha de transmissão, já que a premiação tem origem na venda dos direitos de mídia.

Além disso, a bilheteria teve um bom número no torneio. O clube contou com uma alta demanda pelos ingressos, principalmente contra Flamengo, Corinthians e Palmeiras, nas fases finais da competição. A arrecadação chegou a R$ 99 milhões, ficando a quase o dobro do que tinham de meta.

Sobre o assunto, Julio Casares, presidente do clube, justificou em entrevista coletiva.

“Em agosto, a gente tinha oferta por três ou quatro jogadores. Naquele momento tivemos a tranquilidade de não os vender para tentar ganhar a Copa do Brasil, como ganhamos. Trouxemos o legado esportivo e valorizamos os atletas.”.

Despesas X Receitas

O que se pode perceber é que as despesas do clube aumentaram mais do que as receitas geradas no período, o que fez com que as contas tivessem um prejuízo maior do que o aguardado pela diretoria.

Além disso, o custo de suas dívida também pesou. O São Paulo acabou perdendo R$ 68 milhões, sobretudo com juros sobre dívidas. Vale lembrar que só em obrigações com instituições financeiras (como Rendimento, Tricury, Bradesco, Daycoval e BTG), o clube deve cerca de R$ 209 milhões.

Casares tem a esperança de reduzir os problemas financeiros ainda em 2023, há a expectativa de venda de alguns atletas como Beraldo, Pablo Maia, Rodrigo Nestor e Wellington, que podem ajudar o clube nesse sentido.

“Dirigente tem que ter sangue frio. Se por um acaso tivermos um déficit esse ano, sabemos que os atletas que valiam cinco ou seis milhões (de euros) vão valer 18 milhões (de euros). É oficial, já existe, mas sabemos que pode aumentar.”, disse Casares.

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