Os servidores públicos planejam começar uma greve na próxima terça-feira (18) após as solicitações não acatadas para reajuste salarial. O presidente da República, Jair Bolsonaro, argumentou em diversas entrevistas que teria fôlego para realizar o aumento salarial para os profissionais de segurança pública, no entanto, o Congresso não se mostrou satisfeito em relação ao orçamento previsto para o ano de 2022.
O setor, assim como os caminhoneiros, também vem ameaçando a escala federal de greve após o aumento dos preços dos produtos e a estagnação dos benefícios. Os policiais também pedem para que sejam retirados da atual reforma da previdência, que prevê que a aposentadoria somente será fornecida para aqueles que tiverem ao menos 65 anos de idade (homens). As mulheres poderão se aposentar apenas com 62 anos.
Durante a última quarta-feira (12), entretanto, ao menos 1.288 servidores públicos haviam se manifestado contra o aumento do salário dos policiais com o argumento de que ocasionaria o aumento da dívida pública. Bolsonaro, enquanto isso, insiste que teria fôlego.
Em suma, a dívida pública brasileira já está na faixa de R$ 5,5 trilhões, mais de 80% do PIB, Produto Interno Bruto. A inflação acumulada também está elevada, terminando o mês de dezembro de 2021 a 10,06%. O Ministério da Economia e as outras pastas que também decidem sobre o salário mínimo tentou, durante esse ano, acompanhar as taxas de perda de poder aquisitivo dos aposentados, beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), inválidos e outros grupos.
