Pelo menos seis baleias foram encontradas mortas em praias do Chipre nesta sexta-feira (10). A informação foi divulgada pelo Departamento de Pesca e Pesquisa Marinha do Chipre. Segundo o órgão, possivelmente os animais foram afetados pelo terremoto que atingiu a Turquia e a Síria na última segunda-feira (6).
O país é uma ilha no Mar Mediterrâneo que fica a cerca de 150 km da costa da Turquia.
Na quinta-feira (9), quatro baleias já haviam sido encontradas encalhadas no Chipre. Três delas conseguiram ser guiadas de volta ao mar, enquanto uma morreu.
“Esses animais têm um sistema de geolocalização que é afetado pelo ruído do mar; pode ser exercícios militares, exercícios sísmicos ou, naturalmente, o terremoto na região”, explicou Yiannis Ioannou, do Departamento de Pesca e Pesquisa Marinha do Chipre à Sigma TV.
As baleias foram indicadas como da espécie baleia-bicuda-de-cuvier (ziphius cavirostris), muito comum nos mares do Chipre.
Quatro dias após o terremoto de magnitude 7,8 atingir o sul da Turquia e o norte da Síria, os dois países já contabilizaram mais de 22 mil mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, estima que o verdadeiro número de vítimas fatais pode chegar a 40 mil.
Em setembro de 2022, 230 baleias-piloto foram encontradas encalhadas na costa oeste da Tasmânia, na Austrália. Na ocasião, o Serviço de Parques e Vida Selvagem da Tasmânia informou que metade delas ainda estava viva, mas muitas acabariam não sobrevivendo até que pudessem ser devolvidas ao mar.
Dois dias antes, 14 baleias cachalote haviam sido encontradas mortas em King Island, na costa noroeste da Tasmânia.
O encalhe de baleias ainda é um mistério porque até hoje os cientistas não conseguiram descobrir exatamente porque ele acontece. Seguir um líder doente, desorientado ou que se assustou pode resultar no incidente.
Além disso, também existe o impacto das mudanças climáticas e até mesmo obstáculos que podem funcionar como “armadilhas” para a ecolocalização das baleias. O fato é que não existe uma certeza sobre como animais que cruzam os oceanos várias vezes durante a vida, sabendo exatamente para onde estão indo, acabam encalhados.
