A família de Bruna Valeanu confirmou nesta terça-feira (10) que a brasileira foi morta em Israel. A jovem de 24 anos estava desaparecida desde o último sábado (7), quando foi surpreendida pelos terroristas do Hamas enquanto participava da festa rave Universo Paralello.
“Minha neném virou uma estrelinha no universo”, escreveu a irmã de Bruna, Florica, nas redes sociais. A jovem explicou ainda que o Exército israelense informou ter encontrado o corpo da estudante.
Também nesta terça, a morte do gaúcho Ranani Nidejelski Glazer foi confirmada pelo Itamaraty. Ainda conforme o órgão, a brasileira Karla Stelzer Mendes permanece desaparecida. Ambos estavam na mesma festa de música eletrônica que Bruna participava.
A brasileira morta em Israel morava no país há quase uma década e atualmente estudava comunicação e marketing. Bruna vivia com a mãe e uma de suas irmãs, enquanto a outra permaneceu no Brasil.
Em entrevista ao G1, Nathalia, a irmã que mora no Rio de Janeiro, contou que antes de desaparecer, Bruna Valeanu conseguiu se comunicar com familiares através de mensagens e informou que estava escondida em uma área de mata, que estava cercada por terroristas.
O local onde ocorria a festa rave Universo Paralello fica a cerca de 5 km da Faixa de Gaza. Centenas de jovens que participavam do evento foram surpreendidos pelo ataque surpresa do Hamas na manhã de sábado (7).
Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram os participantes da rave correndo desesperadamente pelo deserto enquanto são perseguidos pelos extremistas palestinos, que atiram bombas e usam armas de fogo para tentar atingi-los.
Segundo a organização de resgate Zaka, pelo menos 260 corpos foram encontrados na região. Já o número de pessoas sequestradas no local pelos terroristas é desconhecido.
Familiares de muitas vítimas reconheceram os filhos e parentes por vídeos gravados pelos próprios extremistas. Em um deles, uma jovem aparece seminua e deitada de bruços na caçamba de uma picape. Ela está cercada por terroristas que gritam, festejam e cospem em seu corpo.
Ricarda Louk afirma que a mulher que aparece nas imagens é sua filha: a artista alemã Shani Louk.
Ainda conforme a mãe, o último contato feito com a filha ocorreu durante a invasão dos extremistas islâmicos. Na ocasião, após ver as as primeiras notícias sobre o ataque, Ricarda ligou para Shani Louk e a jovem atendeu o celular.
“COMECEI A LIGAR PARA ELA PARA SABER ONDE ELA ESTAVA, SE ESTAVA PERTO DE UM LOCAL SEGURO. ELA DISSE QUE ESTAVA EM UM FESTIVAL NO SUL E ESTAVA ENTRANDO EM PÂNICO”, EXPLICOU.
