Um casal de turistas e um guia local foram mortos por terroristas durante um safári pelo Parque Nacional da Rainha Elizabeth, no sudoeste da Uganda, na terça-feira (17).
De acordo com informações da polícia ugandense, os estrangeiros eram britânico e sul-africano e estavam em lua de mel. Posteriormente, eles foram identificados como David e Celia Barlow, de Hampstead Norreys, perto de Newbury, em Berkshire. A identidade do guia foi confirmada como Eric Alyai.
O carro 4×4 ocupado pelas três vítimas foi localizado incendiado no parque. As autoridades locais descreveram o incidente como um “ataque cruel” e afirmaram que estão empenhadas em “rastrear os responsáveis”.
Há suspeitas de que os envolvidos possam estar associados ao grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), que possui laços com o Estado Islâmico.
O Estado Islâmico, por sua vez, assumiu a responsabilidade num comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), dizendo que os agressores mataram “três turistas cristãos… um deles britânico” com metralhadoras.
Ivan Wassaaka, sócio da Gorillas and Wildlife Safaris, empresa responsável pelo tour, relatou ao “Independent”, publicação britânica, que o carro foi alvo de uma “emboscada” e que o casal de turistas e o guia foram mortos no safári por volta das 18h e 19h, conforme o horário local.
“Foi um ato covarde por parte dos terroristas que atacaram civis inocentes e trágico para o casal que era recém-casado e visitava Uganda em lua de mel. É claro que estes terroristas pagarão com as suas próprias vidas miseráveis”, afirmou o presidente Yoweri Museveni no X, antigo Twitter.
O ataque de terça-feira ocorreu depois de Museveni ter dito no domingo (15) que a polícia havia frustrado um plano de atentado a bomba do ADF contra igrejas a 50 quilômetros da capital Kampala.
O Parque Queen Elizabeth faz fronteira com a República Democrática do Congo e o seu famoso Parque Nacional Virunga, um habitat para raros gorilas das montanhas e onde se acredita que grupos armados operem.
Em 2019, uma turista norte-americana e o seu guia de safari foram raptados por quatro homens armados durante um passeio noturno pelo parque do Uganda. Eles foram recuperados ilesos após o pagamento de um resgate.
O ADF é historicamente uma coligação rebelde da Uganda cujo maior grupo era composto por muçulmanos que se opunham a Museveni e teve origem no oeste do território, avançando para a República Democrática do Congo nos últimos anos da década de 1990.
Em 2019, o grupo declarou sua fidelidade ao Estado Islâmico, sendo responsabilizado por por massacres, sequestros e saques, com um número de mortos estimado em milhares.
