A Dinamarca suspendeu a campanha de vacinação contra a covid-19 logo depois de atingir a marca de 82% da população totalmente vacinada no país.
A suspensão da vacinação apenas foi possível na Dinamarca por conta do alto índice de vacinação e a redução de novas infecções, além de claro, taxas estáveis de indivíduos internados em hospitais.
Dinamarca suspende campanha de vacinação, mas doses continuam disponíveis
Apesar do país suspender a campanha de vacinação, isso não significa que as doses de covid-19 não estarão mais disponíveis. Pelo contrário.
De acordo com Bolette Saborg, gerente de unidade do Conselho Nacional de Saúde, a campanha não será mais emitida após 15 de maio, mas as vacinas vão continuar disponíveis.
Ainda segundo ela, a suspensão da campanha apenas significa que os indivíduos que moram no país não serão mais convocados pelo governo para tomar suas doses de imunidade contra o coronavírus.
Além dessa medida, a Dinamarca já havia suspendido o uso das máscaras ainda em fevereiro, quando foi o primeiro país da União Europeia a retirar todas as restrições provocadas pela covid-19.
Apesar dos avanços, a atenção no país continua.
De acordo com Mette Frederiksen, primeira-ministra do país, a pandemia ainda existe.
“Com o que sabemos ousamos acreditar que passamos pela fase crítica. Não ouso dizer que é um adeus final às restrições”, ressalta ela.
Doses de reforço devem voltar durante o outono
Em uma entrevista ao site de notícias CNBC, Bolette Saborg afirmou que o país está em um bom lugar no controle da epidemia.
No entanto, a Dinamarca tem consciência de que campanhas de vacinação para o reforço devem continuar em algumas circunstâncias.
De acordo com a Autoridade Dinamarquesa de Saúde e Medicamentos, é provável que novas doses da vacina precisem ser aplicadas à medida que o vírus sofra mutações.
Apesar da medida da Dinamarca, outros países têm enfrentado um aumento de casos do coronavírus, como é o caso da China.
Por fim, apesar das muitas medidas tomadas por diversos países, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não decretou o fim da pandemia.
