Uma esfinge sorridente foi descoberta durante uma escavação nas proximidades do Templo de Dendera, a 500 quilômetros ao sul do Cairo, capital do Egito. A novidade foi anunciada pelo Ministério Egípcio de Antiguidades nesta segunda-feira (6).
De acordo com o órgão, ela foi localizada em um “tanque de água bizantino localizado em uma tumba de dois andares”.
Os arqueólogos acreditam que a esfinge sorridente possa ser uma representação do imperador romano Claúdio, que governou entre os anos de 41 a 54 d.C. Um objeto de pedra gravado com demótico e hieróglifos e encontrado no mesmo lugar deverá confirmar ou não a identidade da autoridade representada quando for decifrado.
“Durante a limpeza do tanque foi encontrada uma estátua de calcário de um imperador romano, usando um chapéu conhecido como Áustria e a sua testa alta acima da cobra, indicando que o exame preliminar do rosto da estátua indicava que ela provavelmente pertencia ao imperador Cláudio”, diz parte do comunicado.
Ainda conforme o Ministério Egípcio de Antiguidades, Mamdouh Damati, ex-ministro da arqueologia e professor de arqueologia na Universidade Ain Shams, descreveu que a esfinge “apresenta traços reais meticulosamente representados e um sorriso leve nos seus lábios, que têm duas covinhas nas pontas“.
Ao contrário da famosa Grande Esfinge de Gizé, que tem 73,5 metros de comprimento, 19,3 metros de largura e 20,22 m de altura, a esfinge sorridente é na verdade um miniesfinge. Além disso, o semblante contente também é diferente da face séria esculpida em sua antecessora.
Na última quinta-feira (2), um grupo de pesquisadores anunciou a descoberta de um corredor oculto na pirâmide de Gizé, nos arredores do Cairo.
A passagem escondida tem nove metros de comprimento e dois metros de largura, e foi localizada graças a uma técnica de imagem baseada na radiografia de raios cósmicos, usada no programa internacional ScanPyramids, que usa varreduras para observar seções inexploradas da estrutura antiga.
Os arqueólogos ainda não sabem qual era a função do corredor, que não é acessível por fora, mas acreditam que ele possa levar até a verdadeira câmara mortuária do faraó Quéops.
“Existe uma grande possibilidade. O túnel está protegendo alguma coisa. Na minha opinião, está protegendo a verdadeira câmara mortuária do rei Quéops”, disse Zahi Hawass, ex-ministro de antiguidades do Egito que supervisiona o projeto, a repórteres na inauguração na quinta-feira.
