Um objeto voador suspeito de alta altitude que sobrevoava o Alasca foi derrubado pelas Forças Armadas do Estados Unidos (EUA) nesta sexta-feira (10). O porta-voz do governo confirmou a informação e declarou que a ordem partiu do presidente Joe Biden.
Os EUA ainda não confirmaram o que era o objeto voador suspeito e nem sua origem, mas sabe-se que ele voava em uma altitude que poderia causar acidentes com aeronaves civis e que tinha o tamanho de um automóvel pequeno.
Ainda de acordo com o governo norte-americano, não existem indicações de que o objeto se tratava de uma ameaça militar e nem de que ele era dirigido por alguém que estava a bordo. Outro fator pontuado é que seu tamanho não era semelhante ao balão chinês derrubado pelos EUA na semana passada.
O objeto voador suspeito que foi derrubado do Alasca foi detectado pela primeira vez na quinta-feira (9) e, no mesmo dia, caças F-35 foram enviados para investigá-lo.
Conforme John Kirby, coordenador do Conselho de Segurança Nacional para comunicações estratégicas, ele estava a uma altitude de 12 quilômetros e “representava uma ameaça razoável à segurança de voos civis”.
Na sexta-feira (10), novamente caças foram enviados para coletarem informações, mas pouca coisa pôde ser apurada, além de que provavelmente ele não era tripulado. “Alguns caças voaram ao redor do objeto antes da ordem de derrubá-lo, e a avaliação dos pilotos foi de que não havia tripulação”, disse Kirby.
O balão suspeito de espionagem foi derrubado por caças americanos no sábado (4) quando estava sobre a costa da Carolina do Sul. A China criticou a ação e reforçou a informação já repassada aos EUA de que o balão, que havia se desviado de seu curso, pertencia a um navio de pesquisa civil e que coletava informações meteorológicas.
Os chineses ainda pontuaram que a reação dos EUA foi “exagerada”, “violou seriamente as práticas internacionais” e, por isso, eles se reservam o direito a ter a mesma atitude quando lidarem com situações semelhantes.
Já o governo norte-americano afirmou que o balão estava equipado com dispositivos para coletar informações de inteligência e não meteorológicas.
“Era claramente para a vigilância de inteligência e era inconsistente com o equipamento encontrado nos balões meteorológicos. Tinha múltiplas antenas para incluir uma matriz provavelmente capaz de coletar e geolocalizar comunicações”, indicou o Departamento de Estado, em nota.
